fotos Fred Othero

Faz calor, muito calor na cidade do Rio de Janeiro. Leo Arruda Chumbo, 30 anos, gestor de conteúdos digitais, sobe na magrela vintage e parte para o trabalho. Confesso que minha primeira reação é sugerir uma nova missão; qualquer experiência que pudesse partir de um confortável metrô com ar condicionado. Mas o desafio ali é acompanhar Leo e entender como é possível circular de  bicicleta por uma cidade que não oferece ciclovias e, ainda, não comprometer o visual para encarar um dia de trabalho – se ele consegue, porque eu e você também não podemos adotar a ideia pelo menos de vez em quando? Leo conta que optou pela bike depois de comprovar que levaria menos tempo entre sua casa, no bairro do Catete, e o trabalho, no centro, do que de metrô. “Lidar com o calor é muito melhor do que passar horas no trânsito”, diz. E acabou descobrindo uma nova forma de viver a cidade. “Você vê de perto prédios históricos fantásticos, como o Theatro Municipal, e descobre lugares que não fazem parte dos roteiros convencionais.” Para não perder o estilo pelo caminho, ele opta por peças de  algodão, como camiseta e a clássica calça chino – peças de fibras naturais evitam excesso de suor. A camisa ele só vestiu para ficar bem nas fotos. “Sempre levo a camisa na bolsa e troco quando chego ao trabalho”. Veja outras dicas de estilo e o roteiro de atrações que Leo experimenta diariamente. Inspire-se!


“Uma vez que você opta pela bike para se locomover, precisa encontrar formas de estar confortável e bacana.”

Leo Arruda Chumbo, gestor de conteúdos digitais

Primeira parada: Praça Paris, Glória

Com jardins simétricos inspirados no Palácio de Versailhes, na França, a praça é um símbolo da Belle Époque carioca. Foi inaugurada em 1929, quando os projetos de urbanização da cidade seguiam os padrões franceses. O urbanista francês Alfredo Agache foi o responsável pelo projeto.

Dica de estilo: A manga curta é mais fresca e dá mais liberdade de movimentos do que a manga longa. Mas, para que não amasse, vista a camisa quando chegar ao trabalho.

Dica de estilo: Camisa manga curta

Dica de estilo: Camisa sobreposta

“A bicicleta permite vivenciar a cidade de uma forma única. Você pode tomar um café em uma praça gostosa, conhecer pessoas e lugares novos a cada dia.”

Passeio de Bicicleta

Segunda parada: Arcos da Lapa

Impossível não se impressionar com a dimensão da obra: são quarenta e dois arcos, 17,6 metros de altura e 270 de extensão. Eles foram erguidos para canalizar as águas do Rio Carioca, que nascia no morro do Corcovado, para o Largo da Carioca, no centro, no século XVIII, durante o período colonial. Desde 1896, servem de passagem para o bondinho que liga o Largo da Carioca a Santa Teresa, único sistema de bondes ainda existente no Rio.

Dica de estilo: Em vez de mochila, invista na bolsa de alça longa. Mais moderna, ainda permite fácil acesso aos compartimentos.

Dica de estilo: Bolsa de alça longa

Terceira parada: Theatro municipal

O Municipal é a única instituição cultural do país a manter uma orquestra, um coro e uma companhia de ballet (veja a programação em theatromunicipal.rj.org.br). A arquitetura, inspirada na Ópera de Paris, que data de 1909, é de encher os olhos: há raros mármores italianos e belgas, pinturas valiosas de artistas como o italiano Eliseu Visconti, além de uma imponente águia de 6 metros de envergadura e 350kg, feita com folhas de ouro.

Dica de estilo: Além de deixar a roupa estilosa, dobrar a barra evita que a calça suje com graxa ou nas possíveis poças d’água que encontrar no caminho.

Dica de estilo: Calça com barra dobrada
Dicas de estilo: Camisa manga curta + Calça

“Os motoristas não respeitam o ciclista, é preciso estar sempre atento. Mesmo assim, você consegue desviar as atenções dos problemas e relaxar, especialmente na volta.”

Passeio relaxante de Bicicleta

A rotina sobre duas rodas

“Vou de bike para o trabalho há dois anos. Gosto de sentir o vento no rosto, de ver gente diferente, descobrir novos lugares. Andar de bike faz com que eu me sinta mais vivo durante a semana, uma vez que passo o dia todo dentro do escritório. Costumo levar cerca de 15 minutos entre a minha casa e a porta do prédio em que trabalho. De metrô são em média 35 minutos. Mas é preciso estar muito atento. Os motoristas não respeitam o ciclista, especialmente os profissionais. Sobre a possibilidade de ser assaltado, não me sinto mais ou menos ameaçado do que quando estou de metrô. Costumo seguir direto para o trabalho, para chegar rápido. Mas, com tempo, dá para experimentar algo novo pelo caminho todos os dias. O meu trajeto engloba boa parte do centro do Rio, que é encantador: a praça Paris, o Theatro municipal, os Arcos da Lapa. Entre esses lugares, existem bares e restaurantes gostosos que você não enxerga da janela do carro ou do ônibus. Só de bike.”

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Produção: Daniela Arend