Músicos, cientistas, artistas e filósofos, estilistas, elas e eles tinham mais o que fazer na vida do que enfiar uma aliança no dedo e ouvir as lamúrias do casamento


Coco Chanel - Reserva Famosos

A estilista francesa, talvez a mais famosa do mundo, teve uma existência digna de legítimo solteiro: cheia casos e desilusões. Sua vida amorosa começou aos 24 anos, quando passou a cantar no La Rotonde, um café-concerto de Paris. Lá ganhou o apelido de Coco e conheceu seu primeiro amante: Etienne Balsan, que a introduziu nos círculos da alta sociedade. Aos 25, conheceria o milionário Arthur Capel, considerado o grande amor de sua vida. Capel era casado e Coco manteve com ele um romance conturbado de uma década, interrompido pela morte do amante em um acidente de carro. Mas Coco seguiu em frente e teve outros amores, como o grão-duque russo Dmitri Pavlovich Romanov e o espião nazista Hans Dincklage (o que posteriormente lhe daria muitas dores de cabeça).


Elisabeth I  - Reserva Famosos

Nascida em 1533, Elizabeth era filha de Henrique VIII e Ana Bolena. Não se sabe se traumatizada pelo histórico do pai, conhecido como “o rei das seis esposas”, mas o fato é que a rainha da Inglaterra passou seus 70 anos de vida ostentando a solteirice. Por nunca ter se casado ou deixado herdeiros, ficou conhecida como “Isabel, a Rainha Virgem”. Era apenas um apelido, já que Elizabeth/Isabel manteve por anos um nada discreto caso com Robert Dudley, o conde de Leicester. Por não ter filhos, a marrenta rainha foi obrigada a reconhecer, pouco antes de sua morte, Jaime VI, da Escócia, como herdeiro do trono. Jaime era filho de Mary Stuart, a quem Elizabeth mandara decapitar. Elizabeth, entrou para a história como a rainha da “Era de Ouro”. Entre os seus feitos está a consolidação da Inglaterra como a mais poderosa marinha do período.


Greta Garbo - Reserva Famosos

É autora de uma das mais famosas frases proferidas por uma celebridade “I want to be alone” (quero ficar só). Fica evidente que a atriz sueca não era muito chegada em dividir o teto e a vida com ninguém. Garbo se retirou cedo da vida social, assim como da carreira (se aposentou aos 36 anos), mas sua história é marcada por uma série de amantes, entre eles, o ator John Gilbert, o fotógrafo Cecil Beaton e o milionário Aristóteles Onassis. Há boatos de que ela também teria tido um caso com Marlene Dietrich – sua bissexualidade não era um segredo em Hollywood. Biógrafos e estudiosos do cinema até hoje tentam explicar a misantropia de Garbo. Uns teorizam que sua retração teria a ver com a perda do pai, aos 14 anos de idade. Outros dizem que a atriz detestava os holofotes, o que era um paradoxo para alguém que vivia deles. Não à toa entre seus epítetos está “aquela que nunca sorri”.


Isaac Newton - Reserva Famosos

Conhecido principalmente pela lei da gravitação universal, o inglês Isaac Newton rivaliza com Albert Einstein na disputa do título de maior físico de todos os tempos. Entretanto, diferentemente de Einstein, que se casou duas vezes, Newton era solteiríssimo – mais até: morreu virgem, aos 85 anos. Segundo biógrafos, a principal razão para a vida celibatária do físico era o fato de ele ser um sujeito ensimesmado, avesso ao convívio social e extremamente centrado em suas pesquisas. Porém, segundo os mesmos biógrafos, é possível que durante um período Newton tenha tido um breve caso com Catherine Storer, filha de um boticário, William Clark, que alugava um quarto para o então estudante Newton. Seja verdade ou lenda, a coisa não foi adiante.


Jane Austen - Reserva Famosos

A autora dos clássicos Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito é considerada a primeira romancista moderna da literatura inglesa. Dona de visão arguta, Austen escrevia diálogos afiados em romances que retratavam a sociedade da época; uma sociedade, lembre-se, na qual as mulheres procuravam se estabelecer por meio de um bom casamento. Alguns críticos consideram que há muito de autobiográfico na obra de Austen. O fato, porém, é que ela nunca se casou. Teve alguns namorados e até chegou a aceitar um pedido de casamento, mas logo resolveu “dar um perdido” no pretendente.


Joana D'arc - Reserva Famosos

Um mito francês, heroína da Guerra dos Cem Anos, Joana era guerreira e tinha visões místicas. Quando criança viu familiares serem assassinados por soldados ingleses. Começou a liderar exércitos aos 15 anos e venceu várias batalhas, o que fomentou a inveja de outros comandantes militares. Foi capturada em batalha, entregue ao inimigo e queimada, sob acusação de bruxaria. Tinha 19 anos. Como se vê, Joana não teve tempo nem “condições de temperatura e pressão” para se envolver com coisas fúteis, tipo o amor. Sua castidade foi um dos motivos que a levou a ser canonizada, em 1920. A curta vida da heroína ganhou uma interessante versão de Luc Besson, com a belíssima Milla Jovovich no papel principal.


Leonardo da Vinci - Reserva Famosos

Autor de um dos mais famosos quadros da história da arte, a Monalisa, Leonardo da Vinci era também um inventor prolífico e visionário. Para muitos historiadores, o florentino é o exemplo mais bem-acabado de representante da Renascença. Era um solteirão convicto e é provável que sua oposição ao casamento venha do fato de ser homossexual. Quando tinha 24 anos, foi preso juntamente com amigos sob acusação de sodomia, uma prática que rendia condenação de morte na Florença daquela época. A acusação foi retirada, mas, por via das dúvidas, Leonardo preferiu partir para Milão, um reino mais liberal. Vale lembrar que, em priscas eras, ser gay não impedia o sujeito de se casar. Ao contrário: era excelente fachada. Mas da Vinci tinha aversão sincera ao rito. É dele a célebre frase: “O casamento é como enfiar a mão num saco de serpentes na esperança de apanhar uma enguia”.


Louise May Alcott - Reserva Famosos

“Eu adoro o luxo, mas melhor é ter liberdade e independência”. A frase da autora de Mulherzinhas resume sua filosofia de vida e a aproxima de uma das personagens de seu livro, a rebelde Jo March. Filha de um filósofo, Louise cresceu em meio a intelectuais que frequentavam a sua casa – gente do quilate de Henry David Thoreau e Ralph Waldo Emerson. Teve uma infância e juventude bastante pobres. Ao observar a dependência que a mãe tinha do marido, resolveu que tomaria as rédeas da própria vida. Certa vez, ao visitar a chácara da irmã recém-casada, escreveu: “tudo muito bonito e agradável, mas eu prefiro ser solteira e comandar eu mesmo a minha canoa”.


Beethoven - Reserva Famosos

Considerado por muitos o maior gênio da música de todos os tempos, Ludwig van Beethoven construiu uma obra sólida, que atravessou os séculos e ganhou o mundo. Mergulhado de cabeça em sua obra, o mestre da música clássica nunca se casou. Contudo, não lhe faltaram amores na vida. Seu amigo de infância Franz Gerhard Wegeler dizia que “em Viena, Beethoven estava sempre envolvido em relacionamentos amorosos”. Für Elise (que os caminhões de entrega de gás fizeram o desfavor de transformar em chatice insuportável – malditos!) foi dedicada à cantora de ópera Elisabeth Röckel, e entre os seus papéis foram encontradas várias cartas endereçadas à “amada imortal”, que, segundo biógrafos, seria Antonie Brentano, uma senhora casada. Digamos que as mulheres tiveram certa sorte: Ludwig era conhecido pelo desleixo e hábitos pouco higiênicos.


Voltaire - Reserva Famosos

François Marie Arouet, o Voltaire, foi um livre-pensador na concepção integral do termo. Não só pensava livremente, como também vivia o dia-a-dia de forma livre, leve e solta. Cresceu em uma corte marcada pela libertinagem – suas leituras da juventude, por exemplo, foram financiadas pela cortesã Ninon de Lenclos, que lhe deixou uma herança de 2 mil francos para gastar em livros – e ao longo da vida teve inúmeras amantes. A mais famosa delas foi Émilie, a Marquesa du Châtelet, que o filósofo conheceu em 1733 e com quem manteria uma relação de 15 anos. A marquesa era casada Marquês de Châtelet, que tinha pleno conhecimento do caso e, de fato, pouco se importava com ele.


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