Pra refletir: fazer o bem é uma questão de escolha e coragem

Fala galera,

Não consigo contar nas mãos o número de vezes em que vi moradores de rua nas mais diversas vias do nosso país. Também não consigo lembrar quantas vezes eu passei por essas pessoas e nada fiz — apesar de muito sentir.

Dia desses tive a sorte de me deparar com uma reportagem inspiradora da BBC Brasil, que conta a história de Marcos de Moraes, um guarda municipal de São Paulo, que ajuda usuários de crack e moradores de rua.

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Foto: Reprodução

A beleza dessa narrativa não é apenas o feito nobre do policial — que chega até a hospedar a quem precisa debaixo do seu próprio teto –, mas sua abordagem e sua visão a respeito de um assunto tão delicado.

É preciso assinalar, primeiramente, que Marcos sente compaixão por todos a sua volta, e parte do pressuposto que nem todos estão em tal condição por uma questão de escolha. A maioria, aliás, quer mudar de vida, mas não sabe como e por onde começar.

Depois, chama a atenção o fato de que Marcos oferece a sua ajuda de forma bastante humilde: aceitar ou não a mão amiga do policial depende única e exclusivamente do morador de rua — nada ali é imposto.

Pode parecer bobeira, mas não são poucas as pessoas que se sentem, de alguma forma, ofendidas quando oferecem algo que não é aceito por alguém economicamente prejudicado. Veja bem, não acho que isso seja maldade, mas um desconhecimento da natureza humana, que pauta sua liberdade justamente pelo acesso à escolha.

Bom, mas voltando ao assunto, o policial, quando sabe de alguém que precisa de ajuda, dedica-se a melhorar a realidade daquela pessoa. Um morador de rua, por exemplo, tinha o desejo de encontrar seus familiares, mas não tinha meios para isso. Pois nosso heroi fardado fez o que provavelmente qualquer um de nós faria: colocou a foto do moço na internet e explicou a história.

Foi só uma questão de tempo para que localizassem o irmão do homem em um cantinho na Bahia. Uma vez localizado o paradeiro deste parente, Marcos ainda acompanhou o reencontro emocionante de perto.

Depois foi a vez do policial unir mãe e filho, separados pela droga. O jovem faleceu em um acidente, pouco tempo depois que retomou o contato com a família — e Marcos se conforta na certeza de que aquele garoto estava cercado de amor nos últimos momentos de sua vida.

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Foto: Reprodução

Para honrar a sabedoria popular do “aqui se faz, aqui se paga”, o destino foi deveras generoso com o policial, colocando-lhe o amor em sua procura. Enquanto tentava ajudar mais um morador de rua, Marcos conheceu sua atual companheira, que o apoia em todas suas decisões sociais, inclusive a de trazer para dentro de casa um ex-morador de rua.

Enquanto os contos de fadas colocam na conta de personagens fictícios os finais felizes, Marcos faz essa “mágica” todos os dias graças ao seu coração que vai muito além do sentir — ele faz.

Beijo,

Rony Meisler

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