Perguntamos aos nove fotógrafos do projeto Favelagrafia sugestões dos lugares que valem uma visita nas comunidades fotografadas. O projeto visa mudar a imagem que as pessoas têm das favelas através de fotos que retratam o cotidiano e o estilo de vida de quem mora lá, imagens essas que agora estampam um linha de camisetas da Reserva. Se você estava à procura de novos pontos de vista para conhecer o Rio, encontrou.


Morro Santa Marta, por Elana Paulino

Onde fica:

entre os bairros de Botafogo, Flamengo, Laranjeiras, Cosme Velho e Silvestre.

O que fazer:

Estátua do Michael Jackson: a homenagem ao rei do pop foi inaugurada em 2010 e fixada na laje onde o astro gravou parte do clipe “They don’t care about us”, em 1996. No local há também um mosaico feito pelo artista plástico Romero Brito.

Spanta Neném: projeto musical onde os pequenos recebem aulas de cavaquinho, violão, percussão e flauta. Os alunos mais avançados se apresentam em uma orquestra popular e em eventos como um bloco de rua.

Tour pela comunidade: há guias formados que conhecem toda a história do morro. Ele teria começado a ser habitado em 1930, quando uma capela foi construída para abrigar a imagem de Santa Marta.

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Morro da Mineira, por Jéssica Higino

Onde fica:

bairro do Catumbi, próximo a região central do Rio.

O que fazer:

Campo de futebol: foi inaugurado por ninguém menos do que o Rei Pelé. O campo é o pioneiro no sistema em que os refletores são alimentados com a energia gerada pelas pisadas dos jogadores.

Restaurante da Tia Valéria: comida caseira de primeira, próximo ao campo – Pelé já almoçou por lá.

Biblioteca: fica no prédio da associação de moradores, conta com um acervo de mais de mil livros e é gratuita.

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Morro da Babilônia, por Omar Brito

Onde fica:

entre os bairros do Leme, Copacabana, Botafogo e Urca. Abrange as comunidades da Babilônia e do Chapéu Mangueira.

O que fazer:

Trilha da Babilônia: que faz parte do circuito do turismo ecológico do Rio – há guias turísticos locais para te acompanhar. A trilha é considerada leve, possui o trajeto bem definido e sinalizado e é rica em história. O tempo estimado para conclusão do percurso é de 40 minutos. O caminho possui mirantes com deslumbrantes vistas da cidade.

Mirante do Telégrafo: tem uma vista panorâmica da enseada de Botafogo. Antiga área militar estratégica, era dali que se fazia o controle de entrada de embarcações na Baía de Guanabara. “Ainda existem algumas casamatas para observação construídas na época da 2ª Guerra Mundial, quando o Brasil foi ameaçado por ataques de submarinos nazistas”, conta Omar. “Outras ruínas são ainda mais antigas, provavelmente da mesma época do Forte do Leme (1722)”.

R Burger: depois da trilha, se quiser repor as energias com um açaí.

Bar do Davi: para almoçar ou tomar uma boa cerveja gelada. O bar já levou o prêmio de melhor comida de bar do Rio.

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Rocinha, por Rafael Gomes

Onde fica:

Zona Sul carioca

O que fazer:

Visual: mirante de onde se tem uma vista privilegiada da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Cristo Redentor e de outros pontos tradicionais do Rio. Para chegar até lá, uma opção é a Mototáxi, que torna o passeio mais interessante.

Passeios guiados: o Walk Tour é um passeio pelos principais pontos turísticos da Rocinha feito com guias profissionais e dura em média 4 horas. O Jeep Tour faz um roteiro de carro e tem duração de 3 horas.

Barraca das Baianas: melhor restaurante do bairro, com pratos típicos, como a moqueca.

Açaí Legal: fica na curva do S. “É o melhor açaí que você já experimentou”, diz Rafael.

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Morro dos Prazeres, por Saulo Nicolai

Onde fica:

em Santa Tereza. É possível ver o Cristo Redentor, a Baia de Guanabara e o Pão de Açúcar.

O que fazer:

Caminho do Grafite: é um grupo de ruas cheias de arte e grafite. O projeto está em sua segunda edição e propõe levar cor às ruas da favela. A curadoria foi feita pelo grafiteiro Marcio SWK e contou com a colaboração de vários grafiteiros cariocas e do Brasil.

Projeto ReciclAção: tem como objetivo criar um ciclo autossustentável de reciclagem e investimento no desenvolvimento da comunidade. Através da coleta seletiva e da reciclagem, o projeto ajuda a empregar e limpar a comunidade.

Botecos na entrada do morro: tomar um chopp por lá é um programa típico.

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Morro do Borel, por Anderson Valentim

Onde fica:

Bairro da Usina, na Zona Norte do Rio.

O que fazer:

Escola de música Bom Tom: onde ele trabalhou como professor, oferece aulas gratuitas para crianças e jovens do Borel e de comunidades próximas.

Tá Limpo – Limpando o Morro e Reciclando Vidas: atua na reciclagem do lixo e na limpeza de toda a comunidade, empregando famílias de moradores.

Restaurante da Tia Maria: famosa no Morro pela comida caseira, em especial o feijão – segundo Anderson, nem a mãe dele faz igual.

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Complexo do Alemão, por Josiane Santana

Onde fica:

Zona Norte do Rio

O que é fazer:

Teleférico: é o ponto turístico mais famoso do bairro. Lá de cima você tem uma visão espetacular da comunidade. “Porém, está inoperante no momento; um caso de abandono”, diz Josiane.

Coração Verde: é uma área de Proteção Ambiental e Recuperação Urbana que fica dentro favela e abrange cerca de 43,9 Km² no município do Rio. (Fonte: ONG Verdejar).

Parque Municipal Urbano da Serra da Misericórdia: possui vários mirantes, o principal é Pedra da Paz onde é possível ver quase todas as treze comunidades do Complexo do Alemão – o projeto do parque, porém, está inacabado.

Bistrô do Alemão: possui uma diversidade de rótulos importados de cervejas, além de música ao vivo e petiscos. É a pedida para o final da tarde.

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Morro do Cantagalo por Magno Neves

Onde fica:

entre Copacabana e Ipanema.

O que fazer:

Ecotrilha: começa no Cantagalo e segue até o Pavão-Pavãozinho, oferecendo uma vista magnifica para a Lagoa Rodrigo de Freitas e das praias de Copacabana e Ipanema. Do topo, uma altitude de 200 metros, é possível avistar as Ilhas Cagarras e até mesmo Niterói. A trilha foi revitalizada em 2015 e as visitas guiadas são feitas através do Museu da Favela (MUF), que atua no setor de turismo da comunidade.

Vida noturna: há diversos hostelsespalhados pela comunidade, com festas de samba, funk e hip hop. O mais famoso é o Rio Hostel Inn.

Soltar Pipa: é um clássico programa da comunidade. Segundo Magno, é possível se divertir bastante soltando pipa pelas ruas da comunidade.

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Morro da Providência, por Joyce Marques

Onde fica:

Centro do Rio.

O que fazer:

Mirante: oferece vista de toda região central até a Sapucaí.

Casa Amarela: espaço cultural, social e educacional, que é uma obra de arte à céu aberto. Idealizado pelo artista francês JR, que criou instalações de atletas gigantes durante as olimpíadas, a casa ganhou recentemente uma escultura em formato de lua sobre seu telhado, também feita pelo artitsa.

Lua Crescente: é um espaço para aulas e artistas trabalharem. Pintada com um amarelo intenso, o espaço tem uma estrutura de madeira feita pelos artistas Takao Shiraishi e Dirby e pinturas da dupla de grafiteiros OS GEMEOS. Lá funciona uma biblioteca e também há aulas para as crianças, ministradas por professores do mundo inteiro, de artes, cultura e fotografia. Açaí do cuscuz: “Maravilhoso e imperdível”, diz Joyce.

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