O que acontece quando dois amigos de infância viajam o mundo durante um ano para estudar projetos de sustentabilidade? Nasce uma marca de tênis incrível. Foi assim que nasceu a – marca ecologicamente correta – VERT. Idealizada pela dupla francesa François-Ghislain Morrillion e Sébastien Koop, a VERT tem como filosofia respeitar o ser humano e a natureza. Bravo!

 

A Vert é parceira da Reserva há 2 anos. Os produtos são encontrados no nosso e- commerce e em algumas das lojas físicas. Os novos lançamentos da marca, um tênis branco e outro preto, chiques no último, chamados de Bastille, acabam de chegar. Eles fazem parte de uma linha premium da marca: são produzidos apenas mil pares por coleção no mundo!

  CONHEÇA UM POUCO DESSAS BELEZURAS E UM POUCO DA HISTÓRIA DESSA MARCA INCRÍVEL.  

 

  Muito prazer, VERT  

Morrillion e Koop trabalhavam no mercado financeiro, em Nova Iorque, quando resolveram largar tudo e viajar durante um ano para estudar sustentabilidade. No site da marca, eles contam que a virada teve a ver também com realização pessoal.

“Não estávamos felizes”, conta Koop.

“Nossa vida estava vazia e a única preocupação dos nossos amigos era conseguir a melhor mesa no melhor restaurante e entrar na balada. Nada contra balada; mas, sabíamos que o mundo enfrentava problemas maiores.”

Foi então que Índia, China, África do Sul e Brasil entraram no radar da dupla. No Brasil, de início a ansiedade virou frustração. Dos 56 projetos visitados, apenas um pareceu, para eles, uma boa causa e não simples jogada de marketing. Uma empresa francesa de comércio justo, a Alter Eco, que comprava palmito pupunha de uma cooperativa de Ji-Paraná, em Rondônia. Sem intermediadores, pagavam um preço justo aos produtores, que mantinham a floresta em pé. Era um projeto sustentável nos três pilares: econômico, ambiental e social.

Decidiram propor uma ideia sustentável a partir de um produto com potencial positivo de impacto social e ecológico: o tênis. Tênis sempre foram uma grande paixão da dupla, mas a cadeia produtiva gerava grande desconforto, uma vez que a indústria calçadista é frequentemente ligada à exploração de mão de obra – a indústria calçadista foi um dos primeiros setores da indústria global a deslocar sua produção para o sudeste asiático para reduzir custos e poder investir no marketing. Então, surgiu o desafio: fazer um tênis diferente, que respeita as pessoas que fazem parte da cadeia produtiva.

A dupla optou por produzir no Brasil, mais especificamente no Rio Grande do Sul, pelo histórico de boas condições de trabalho no polo calçadista de lá. A matéria- prima base, algodão, borracha e, ocasionalmente, couro, veio de pequenos fornecedores.

O algodão, orgânico, é produzido por associações de produtores da região do semiárido. A borracha vem da Amazônia, de três associações de seringueiros produtores de látex. Através de um processo chamado de FDL, Folha Defumada Líquida, desenvolvido na Universidade de Brasília, os produtores transformam o látex em folhas de borracha sem uma fase industrial intermediária. O couro ainda é um desafio. Eles garantem que não são provenientes de gado criado na Amazônia, uma das principais razões do desmatamento na floresta, mas admitem que ainda não têm controle sobre toda a cadeia de fornecedores, desde o tipo de alimentação e condições de vida do gado até o curtimento do couro e seus efeitos no meio ambiente.

O objetivo, ainda um sonho da dupla, é que todas as peles utilizadas pela VERT sejam curtidas em processo low-chrome, que diminui drasticamente a poluição nas águas residuais e seu efeito no meio ambiente.

 

  LONGE DA PERFEIÇÃO  

A VERT é uma experiência, um projeto em andamento, com seus limites e aperfeiçoamentos necessários. Como a Reserva. Por isso acreditamos que a VERT é uma marca incrível e temos muito orgulho dessa parceria.


 

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