Festival Path: o caminho é a inovação consciente

Fala galera,

A cada oportunidade, Fábio Seixas põe em prática a máxima “seja a mudança que você quer ver no mundo” e compartilha sua evolução particular e aprendizado nos diferentes eventos que organiza sob a bandeira d’O Panda Criativo, empresa que lidera ao lado do sócio Rafael Vettori.

Dentre os grandes festivais abertos ao público que promovem, o de maior expressão é o Festival Path, que chega a sua quinta edição nos dias 6 e 7 de maio. “Todo ano aprendemos algo novo para fazer ainda melhor no próximo evento. Posso dizer, portanto, que esta edição vai ser mais afinada, visto a experiência acumulada que trazemos na bagagem”, diz Fábio, que completa, “um dos grandes trunfos do Festival Path 2017 foi a curadoria das palestras e parcerias, além da maior abrangência de feiras, como as de games e startups”.

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Foto: Thays Bittar/Reserva

Embora reconheça que a tendência do capitalismo consciente seja uma veia latente dos novos negócios, o publicitário manauara de 34 anos se recusa a fechar a porta a empresas e empresários que ainda não estão completamente alinhados com essa nova proposta de business, porque entende que o papel do festival é justamente promover o diálogo e convidar a todos (presentes e participantes) a mudarem de ideia, de opinião e de rota.

“Sem uma missão e valores legítimos, as marcas enfrentam dificuldade para contratar e reter talentos excepcionais. As pessoas estão sim interessadas em cuidar do mundo.”

“Nosso critério de seleção também passa por esse lado do impacto social, ambiental e até cultural, mas não excluímos indivíduos ou grupos por divergências do tipo, pois acreditamos piamente que sem conversa não há inovação — e, sem essa, não há evolução”, explica Fábio.

Os anos “filtrando” palestrantes e convidados lhe garantem uma visão bastante otimista do que está por vir. “Grandes empresários e startups já se ligaram que têm que mudar e fazer diferente. Percebo que, sem uma missão e valores legítimos, as marcas enfrentam dificuldade para contratar e reter talentos excepcionais. As pessoas estão sim interessadas em cuidar do mundo”, pontua, “e tenho a impressão que as pequenas empresas já estão nascendo com esse ‘chip’”.

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Foto: Thays Bittar/Reserva

Ciente da relevância do capitalismo consciente, Fábio não julga mal os que ainda estão em processo de compreender e praticar esse conceito: “cada um desperta em seu próprio tempo, até porque não sabemos da nossa própria ignorância até que alguém nos mostre isso de uma maneira clara e quiçá amorosa”.

Para além do berço estruturado e conscientemente responsável onde foi embalado, o publicitário nos revela que seus olhos abriram para novas realidades depois do convívio com grandes nomes como Pedro Werneck, fundador do Instituto da Criança, e Eduardo Lyra, o homem por trás da Gerando Falcões.

“O festival não está a serviço dos sócios, ele é um livro aberto e nele cabe diferentes personagens, histórias e discussões.”

Somatizando tudo o que aprenderam com essas interações e com as vivências in loco em outros países e eventos, os sócios do Festival Path tiveram a sensibilidade de torná-lo essencialmente um transformador social também: os participantes têm de doar 1 kg e alimento ou uma peça de roupa para o Instituto da Criança; 20 refugiados foram contratados para trabalhar na logística do evento e, além da remuneração, serão ainda beneficiados com uma ajuda extra no networking; ingressos foram doados a projetos como ÉNóis, Instituto Criar e outros.

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Foto: Thays Bittar/Reserva

A decisão de garantir a entrada para alguns beneficiados por essas ONGs, fundações e institutos é para fazer do Path o mais democrático possível. “O festival não está a serviço dos sócios, ele é um livro aberto e nele cabe diferentes personagens, histórias e discussões”, explica Fábio.

O manauara que não tem medo de mudanças e desafios, convida a todos a ampliarem (e compartilharem) seus horizontes em painéis, workshops, palestras e oficinas que acontecem neste final de semana no Instituto Tomie Ohtake, Praça dos Omaguás, Teatro Cultura Inglesa, Centro Cultural Rio Verde, FNAC e arredores.

Beijo,

Rony Meisler

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