Guga Giglio, do site Update or Die, revela 5 verdades sobre empreender no Brasil

É preciso fôlego para acompanhar a rotina e os títulos de Gustavo Giglio, publicitário, sócio-diretor de marketing e novos negócios do Update or Die, site especializado em tendências de marcas e mercado, atualizado por dezenas de colaboradores de diferentes países. Formado em Propaganda e Marketing pelo Mackenzie, o empresário acumula ainda diplomas de pós-graduação em Design e Comunicação do SENAC e MBA Executivo em marketing pelo MMMarketing. Soma-se a isso a especialização digital na Master Class da Hyper Island, em Nova York.

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Fotos: Thays Bittar / Reserva

Por dez anos, o paulistano foi gerente de marketing e comunicação na Trip Editora. Hoje, é membro da comissão julgadora da Bienal Brasileira de Design Gráfico e também participa do comitê Marketing Experts (da Fundação Getúlio Vargas). Como jurado, o criativo participa das decisões do Troféu HQMIX e Prêmio Abril de Publicidade em Criação Digital e Native Ads. Para a Guinness, atua como embaixador. Sua veia musical pulsa como baixista da banda “Kisser Clan” (com Andreas Kisser/Sepultura). Esteve por várias vezes em eventos internacionais, gerenciando projetos de cobertura e produção de conteúdo como: SXSW, em Austin; Festival de Criatividade, em Cannes e na San Diego Comic Con.

01.
Empreendedor: ser ou não ser, eis a questão

“Não acho que todos têm potencial e vocação para empreender. Alguns não têm vontade, nem ambição. Outros não têm estômago mesmo para viver/trabalhar 24/7, em qualquer lugar, a qualquer momento. Empreendedorismo é mais do que um chamado; é uma escolha que deve ser movida pela paixão. Sem isso, você nem levanta da cama. E, em algum momento, você precisa entender o seu propósito (outra palavrinha da moda), e ter bem claro se você gosta de empreender ou se está apaixonado pela sua ideia.”

02.
Desistir, jamais

“O que me fez continuar foi justamente essa paixão, e saber que além de ser para mim e por mim, muitas pessoas estão envolvidas, acreditam e gostam do que construímos. A palavra aqui é resiliência, sabe? A capacidade em lidar com problemas, de adaptar-se a mudanças, superar obstáculos e resistir à pressão de situações adversas, sem entrar em surto psicológico, emocional ou físico, e encontrar soluções estratégicas para enfrentar e superar as adversidades. É preciso uma certa frieza e flexibilidade para tomadas de decisões que propiciam forças estratégicas para lidar com tantos desafios. Entenda que você precisa ter uma boa dose de humildade e pedir ajuda. Assim, o seu negócio consegue seguir adiante.”

03.
Modelo internacional

“Não sei se existe uma nação modelo no quesito empreendedorismo, mas acredito que alguns movimentos, sim. A exemplo do Vale do Silício ou mesmo o que acontece anualmente em Austin, no Texas, com o SXSW. O brasileiro tem uma tendência à moda. Tudo vira moda no Brasil, o empreendedorismo também. Temos até os chamados “empreendedores de palco”, né? Muitos se fala, pouco se faz. E o mercado valoriza quem fala sobre os modismos a quem produz algo de verdade. Por aqui, as conversas são as mesmas há anos, o sucesso segue sendo medido pela quantidade de “likes” e etc… A vontade de ser famoso para ser famoso, e só. E, realmente, não temos muitos incentivos por aqui. Por isso mesmo, iniciativas merecem ser celebradas e temos muitas coisas boas sendo feitas.”

 

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04.
Uma esperança para o abismo social?

“Acredito que no Brasil há um abismo social dentro de tudo. Boa parcela da população não consegue emprego, então precisa criar um emprego e sobreviver. A economia criativa nasce da necessidade de transformar. Talvez uma educação digna e de qualidade possa diminuir isso e criar empreendedores mais conscientes e preparados e, assim, gerar mais apoio e investimento. Que fazem total diferença.”

05.
Ponto de virada particular

“No Update or Die estamos arriscando sempre. Talvez decidir mantê-lo pequeno e como uma boutique de curadoria e produção de conteúdo manteve a empresa em controle. Escolher bem os parceiros e os clientes, ter os pés no chão, também. Assim, podemos tomar decisões rápidas, mudar o caminho quando necessário e experimentar novos modelos. A exemplo das entregas publicitárias em formatos e conteúdo especiais. Nestes 10 anos, levantamos algumas bandeiras que não são os caminhos mais fáceis/simples que o mercado tanto preconiza. O UoD acaba sendo uma opção interessantes para testes, lançamentos, aprofundamento de conteúdo e um braço forte para marcas e agências. A ideia sempre foi criar um ambiente interessante o suficiente para atrair gente boa e os nossos “updaters” juntaram-se assim, primeiro como leitores, depois como colaboradores produzindo conteúdo e participando de projetos especiais.”

 


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