Rangel Vilas Boas, do app Sonder, e suas 7 sacadas no campo do empreendedorismo

Longe das quadras de vôlei profissionais desde a adolescência, Rangel Vilas Boas ainda mantém o hábito de deixar a bola sempre em jogo — e é assim que o faz na sua startup, o Sonder, ora atuando no ataque, ora na defesa.

Um dos quatro sócios por trás da plataforma inédita, voltada para o turismo LGBTQ+, toda baseada em user experience e conectividade, o empresário de 32 anos formado em marketing pela UFMG compartilha conosco o que tem apreendido na pele a frente dessa empreitada pioneira.

Fotos: Gabriel Cabral/Reserva

1 – Só entre em campo se souber jogar

“O mercado é cruel e se você não estiver preparado, ele te engole. Muita gente vai adorar sua ideia, e vai deixar isso bem claro, mas na hora de colocar dinheiro, todo mundo é pragmático. Eu reconheço que ter uma boa ideia de um negócio tem um mérito enorme, mas para conseguir tirar a coisa do papel, é preciso investimento — e isso só vem com planejamento, conhecimento e muito, mais muito preparo.”

2 – Faça parte do time

“Costumo dizer que o grande diferencial do Sonder não é a tecnologia, até porque nesse campo há players enormes, quase imbatíveis. Nosso trunfo está no pertencimento: dois dos sócios são gays e, portanto, entendem da cena e do mundo LGBTQ+. Se você colocar no google ‘São Paulo gay’, muito provavelmente você vai parar em uma festa pouco recomendável. Mas se você perguntar a quem entende do assunto, a coisa muda por completo. Conhecimento é chave para o sucesso e, quando você se propõe a empreender em um nicho, nada melhor do que pertencer a ele.”

“Quem não muda, morre. Veja que o Facebook era um site de comparação de rostos, e olha o que ele se tornou. Estar atento às movimentações do mercado e saber se renovar é fundamental.”

3 – Mundo, mundo, vasto mundo

“Para qualquer ideia vingar, ela precisa ser escalável e, preferencialmente, a nível mundial. Se eu limitasse meu negócio ao Brasil, teria abertura em mercados e cidades bem específicos, com mais força em São Paulo e Rio, mas o fato desse projeto ser replicável no mundo todo é o que o torna atraente. Então sonhe grande, queira dominar o mundo, mas tenha parâmetros bem definidos: onde eu começo e qual o próximo passo? Não dá para atirar para todos os lados.”

4- Espelho, espelho meu

“O maior barato e empreender é ver que essa aventura te torna uma pessoa melhor, e isso acaba refletindo diretamente no negócio. Os seus valores passam a ser os da companhia também, invariavelmente. A horizontalidade, por exemplo, é algo que não abrimos mão, e isso é a coluna vertebral do Sonder. Também apostamos no potencial da entrega, em vez de jornadas de trabalho pré-estabelecidas. Essas práticas são reflexo do que somos e acreditamos.”

5- Número não é documento

“Eu venho de um mercado de imagem e não dá para mensurar o valor, o feedback e o impacto positivo de uma imagem em um projeto. Tenho me questinado muito sobre isso, porque, à frente do Sonder, me pego vez ou outra estressando as métricas: número de downloads, de atividade, de acessos. Mas é necessário fazer o exercício de não focar em uma única parte. Tenha uma visão holística do seu negócio. O capital social talvez seja o que move a minha startup, por exemplo, mas eu não consigo quantificar isso, embora possa sentí-lo.”

6- Siga o mestre

“Toda mentoria será abençoada. Às vezes a gente tem um nó na cabeça e não sabe para onde ir, e o conselho ou até a expertise de alguém de fora, com bagagem suficiente, talvez seja a luz no fim do túnel. Vá atrás de mentoria estruturada, mas também busque as mentorias ‘informais’ — aquelas que vêm de pessoas que você admira e que já passaram por coisas semelhantes. Ainda que sejam campos diferentes, a experiência é sempre muito válida e dá pra aprender com todo mundo.”

7 – Beta for life

“Todo mundo fala da versão beta como a versão inicial, de teste, mas eu digo e repito que o mantra do Sonder é ‘always beta’, porque sempre vai ter algo para ajustar. Quando a gente começou o projeto, tínhamos estratégias e business plan, mas quando a coisa sai do papel, ela ganha vida própria — e não dá para ficar parado. Quem não muda, morre. Veja que o Facebook era um site de comparação de rostos, e olha o que ele se tornou. Estar atento às movimentações do mercado e saber se renovar é fundamental.”

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