Criadora do YouPix, Bia Granja compartilha seus 11 insights do mundo digital

Filha de tempos analógicos, Bia Granja não encontrou resistência alguma para fazer da internet seu habitat natural e, logo no começo da rede, aderiu a esse universo com graça e curiosidade.

Comprovando a teoria da evolução, a empresária, comunicadora e expert digital continua sendo um dos nomes mais relevantes no mercado atual, e sua YouPix, uma plataforma de eventos, educação, análise e informação de tendências digitais, se mantém particularmente relevante – e igualmente mutável.

Formada em turismo, Bia passeia pela carreira com a leveza de quem sabe que não existe um destino final em tempos hiperconectados: tudo é escala, tudo é passagem – e o que a gente leva na bagagem, no final das contas, são as boas histórias.

Fotos: Gabriel Cabral / Reserva

1 – Sempre plugado

“Não acho que todo negócio passa ou precise passar pela internet, mas pela tecnologia. Há diversas soluções ali, para todas as áreas, inclusive. A tecnologia permite que você otimize, escale, cresça e até transforme a oferta de um produto. Todo mundo fala de realidade virtual para entretenimento, por exemplo, mas dia desses contei um caso em que médicos usaram a tecnologia para simular uma cirurgia muito delicada, de separação de gêmeas siamesas. Olha quanta coisa incrível a tecnologia nos proporciona, em setores diversos.”

2 – All you need is love

“A gente faz muita coisa por paixão. Tudo o que resolvemos lançar, elencamos em duas colunas: uma do coraçãozinho, outra do dinheirinho. Às vezes há projetos e propostas que enchem a coluna do dinheiro, mas não têm um coraçãozinho sequer. Daí não faz sentido, por mais tentador que seja. A gente prefere um caminho mais tortuoso, mas mais apaixonado.”

3 – Medo do medo do medo que dá

“Não acho a tecnologia apocalíptica. O que estamos vivendo é uma crise de modelo de negócio. O dinheiro continua existindo, mas o fluxo mudou. Quem está lucrando alto é o Facebook e o Google, por exemplo, não os publisher. Apesar disso, sigo acreditando que, sobretudo no mundo digital, nada morre, tudo se transforma.”

“A gente precisa perder esse medo de errar, porque o importante é ficar no jogo.”

4 – Um, dois, três, testando

“A gente levou um grupo de 15 pessoas para uma jornada de estudo na Califórnia, e foi bem incrível. Tivemos a oportunidade de conversar e aprender com um executivo da Disney, e foi um momento de epifania pessoal. Ele disse que a Disney é uma startup, assumiu que não sabe e nem se preocupa como medir com precisão o ROI (Return of Investiment) e destacou que valoriza o COI (Cost of Ignorance), o que eu acho incrível e acho que é onde muita empresa e empresário deveria mesmo focar.”

5 – Continue a nadar

“Aqui a gente adora uma história de sucesso. Lá nos Estados Unidos existe a FailCon, uma conferência de cases que deram errado. Tentaram trazer esse evento pro Brasil, mas não deu certo, porque a gente só quer a história feliz. Eu acho que a gente precisa perder esse medo de errar, porque o importante é ficar no jogo. Modo beta ad infinitum. Testes em looping. Qualquer coisa para que você continue jogando ou, como os americanos dizem, “stay in the game”.

6 – Santificado seja o vosso conteúdo

“Há muito puritanismo quando a gente fala de conteúdo. Quantas pessoas de fato conseguem fazer um conteúdo realmente relevante diariamente? Acho que o conteúdo importa, claro, mas é preciso ser realista e estar atento a outras coisas. Temos muitos dados para aprender, por exemplo. Se você não está olhando para o algoritmo, está errado. Tudo importa, mas é preciso saber filtrar todas as essas informações.”

7 – Primeio passo

“Não sei se é importante aprender a dominar uma ferramenta específica. Na minha opinião, acho que o fundamental é entender a mudança de mindset e a mudança das relações de poder. Se você compreender esse contexto, vai conseguir navegar com mais tranquilidade neste universo, cuja única constante é a mudança contínua.”

8 – Como ser um milionário

“O verdadeiro valor da empresa não está mais no seu maquinário, no prédio ou nas posses dela. O valor de uma empresa é o que que as pessoas tiram dela. Ninguém usa o Airbnb porque é melhor que um hotel de luxo; ninguém usa Uber por causa da água e das balinhas; e ninguém usa Adidas porque é superconfortável, mas porque te dá um swag imediato. E esse é o valor, sabe?”

9 – Via de mão dupla

“As marcas sempre foram protegidas e construídas unilateralmente: elas planejavam uma estratégia gigante de comunicação, decidiam quando, onde e como. Hoje a marca é uma construção coletiva. A partir do momento que você publica algo, aquilo está sendo compartilhado, ressignificado, julgado, remixado. Sua marca vai ser um pouco de tudo isso.”

“O valor de uma empresa não está mais no seu maquinário, no prédio ou nas posses dela, mas no que as pessoas tiram dela.”

10 – Saia do armário

“Li uma reportagem que dizia que os millenials querem que as marcas se posicionem, ainda que seja um posicionamento polêmico. Abriu-se a porteira da expressão e da opinião, e a marcas têm que dançar conforme a música. O limbo é o pior lugar na internet para estar.”

11 – Curriculum vitae

“Se tudo mudou, a forma como a gente monta a equipe tem que mudar também. Toda a lógica de currículo é feita para alimentar uma sociedade industrial baseada em ofícios. As nossas habilidades são elencadas e quantificadas seguindo uma lógica mercantil. E, cara, a gente tá falando de um mundo em que já existe treinador de robô doméstico. Eu mesma não sei qual a minha profissão. Sei fazer muitas coisas, como Photoshop, conteúdo, vídeo, organizar viagem e por aí vai, mas para qual vaga meu currículo seria interessante?”

– INSPIRE-SE NO ESTILO DA BIA –

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