Agora é que são elas: Paola de Orleans e o protagonismo feminino do Estelar

Fala galera,

Por definição, sororidade é a “união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum”, e é também o combustível do projeto Estelar, encabeçado por Paola de Orleans e Bragança.

Fotos: Gabriel Cabral/Reserva

“Tive um problema de saúde ano passado e descobri que muitas mulheres passam por isso, mas ninguém fala a respeito. Fiquei pensando: por que a gente passa tanto tempo de nossas vidas aceitando padrões, achando que temos de ser assim ou assado, e não compartilhamos coisas que realmente importam, como essa?” e completa, “então decidi criar uma plataforma de comunicação mais ampla, onde nós mulheres podemos nos unir para mudar todas essas regras que a gente vê por aí. São questões simples de como a gente pode criar um novo significado para a nossa vida e formar uma rede de apoio”, explica Paola sobre o começo de sua nova missão.

“Enquanto o ego diz ‘faça tudo certo e você vai encontra a paz’, a alma fala ‘encontre a paz e você vai fazer tudo certo’.”

O primeiro vídeo do Estelar foi ao ar 9 meses atrás e hoje já são 35 que compõem o canal, que contabiliza quase 7 mil inscritos no pouco período de atividade.

Crescendo junto com a plataforma, Paola nos conta que nem sempre exerceu essa sororidade latente. “Nós mulheres fomos criadas para viver numa espécie de competição sem fim, ao mesmo tempo que fomos educadas para nos ‘colocar no nosso lugar’. Tenho o privilégio de ter acesso à informação, ter apoio familiar e ter a oportunidade de mudar essa realidade, então eu me sinto no dever de retribuir isso, de compartilhar com outras mulheres tantas histórias inspiradoras, sempre de um ponto de vista positivo, para que, ao final do vídeo, elas se sintam motivadas a fazerem e serem melhores”, pontua.

Embora muita gente diga que essa nova empreitada social de Paola tenha a ver com “empoderamento feminino”, ela prefere o termo “repoderamento”, porque sabe que nunca faltou poder em mãos femininas.

“As histórias de mulheres sempre foram contadas por homens e já está mais do que na hora da gente assumir o protagonismo que nos pertence, dando às mulheres o reconhecimento e o crédito pelas coisas incríveis que fizeram e que ainda fazem.”

Além do pensar em novas palavras e novos termos para designar o que já desconfiava — e hoje tem certeza! –, Paola tem reinventado a própria felicidade. “Parece tão simples, mas a gente esquece que não dá para ser feliz se a gente não faz o que nos faz feliz. Tempos atrás li algo que mexeu muito comigo: enquanto o ego diz ‘faça tudo certo e você vai encontra a paz’, a alma fala ‘encontre a paz e você vai fazer tudo certo’. O processo de mudança é de dentro pra fora, sempre”, reflete.

Ciente de que ninguém nasce machista, racista ou preconceituoso, e que essa perversidade é, sim, uma questão cultural, Paola usa sua visibilidade para combater os males modernos relativos a horizontes estreitos “Poder mudar de opinião, de novo e de novo, de ressignificar certas coisas dentro de mim tem sido libertador. Percebo que muitas mulheres estão nesse movimento e, com isso, estão mudando tudo a sua volta”, afirma.

Acompanhando todo o processo do Estelar, da produção à edição, Paola não faz nenhum tipo de censura às entrevistadas — o que vai ao ar são depoimentos fiéis contados em primeira pessoa. “As histórias de mulheres sempre foram contadas por homens e já está mais do que na hora da gente assumir o protagonismo que nos pertence, dando às mulheres o reconhecimento e o crédito pelas coisas incríveis que fizeram e que ainda fazem”, arremata.

Cá estamos, então, dando-lhe o que é de direito: parabéns, Paola, pela coragem de compartilhar conosco parte da sua história, e por ceder sua visibilidade a outras mulheres que nos inspiram a fazer diferente.

Beijo,

Rony Meisler

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