Jaraguá do Sul é considerada uma das cidades com melhor qualidade de vida no Brasil. Percebe-se isso em suas ruas planejadas, no entorno marcado pela Mata Atlântica remanescente e por sua vida noturna, com bares que não fariam feio em cidades muito mais badaladas. Sua economia gira em torno de indústrias do ramo metalomecânico, de alimentos e têxtil. E não falta quem aposte no município como a próxima ‘locomotiva’ do estado.

Instalada no sopé de um morro coberto pela Mata Atlântica, esta têxtil nasceu como um desdobramento de uma das maiores lavanderias de Santa Catarina. Sua criação começou em 2008, quando a concorrência da China fez com que os clientes da lavanderia migrassem para o exterior. Foi quando os proprietários resolveram investir no mercado de Private Label e criar a confecção.

O principal trunfo da empresa é conciliar o conhecimento da matéria-prima com o controle sobre a lavanderia. Essa conciliação foi um processo que se consolidou em 2010, quando a companhia iniciou sua parceria com a Reserva na confecção de polos e camisetas. “A partir daquele momento começamos a entender o fluxo do calendário da moda”, diz o presidente da companhia. O ciclo se fechou há dois anos, quando foi montado o setor de estamparia.

Outra característica marcante da empresa é a preocupação que demonstra com o meio-ambiente. Situada em uma área de 15 mil m² (4 mil deles intactos), a empresa é alimentada por uma nascente natural, cuja água é armazenada por sistema de gravidade em uma caixa de 400 mil litros. Sua estação de tratamento de efluentes funciona 24 horas por dia e o combustível utilizado na caldeira é de pinus de reflorestamento.

Quem ajuda a fazer

Márcio Luz de Souza, 31 anos, gerente de estamparia e William Meurer, 24 anos, ilustrador. A empresa de Jaraguá não tem a estrutura doméstico-familiar tão comum às têxteis de Blumenau, mas, em compensação, há um forte espírito de time que joga junto – principalmente na estamparia. Um dos responsáveis por isso é Márcio Luz de Souza. Márcio trabalhava em uma conceituada – porém falida – empresa de estamparia de Joinville e há dois anos foi convidado para montar o setor. E, tal qual um técnico de futebol, trouxe a experiente equipe de lá. Hoje ele tem um “escrete” de 13 pessoas com conhecimento técnico e – o mais importante – motivação.

“Eles fazem a mais do que é preciso e se preocupam com a satisfação do cliente”, elogia Márcio. Um dos profissionais que vieram na leva foi William Meurer. Ele chegou há 1 ano para cuidar da arte digital, entretanto, parece estar por lá há décadas. “É preciso ter uma equipe de confiança para esse trabalho; e isso o Márcio tem”, afirma.