Quando começou, há 50 anos, esta empresa atendia ao mercado de roupas femininas, o que no jargão das confecções é conhecido como “modinha”. O modelo era um paradigma para as pequenas fábricas da região e ainda hoje há centenas de microempreendedores que investem em marcas próprias para atender a uma demanda regional. A empresa foi expandindo seus limites e nos anos 1990 passou a atender ao segmento Private Label, principalmente aos grandes magazines. “Foi uma década muito importante; foi toda a fixação de um novo olhar, que hoje é voltada ao cliente”, relembra seu diretor administrativo.

A confecção tem uma produção mensal de 120 mil peças por mês entre polos e t-shirts. Seu forte é a polo – um dos produtos que desenvolve para a Reserva há cinco anos. Sobre os planos futuros, a ideia é manter o ritmo, como em uma prova de longa distância: “Não queremos crescer mais porque encontramos o ponto ideal entre qualidade e entrega”, analisa o diretor.

Quem ajuda a fazer

Maicon Lira, 34 anos, estilista. Para Maicon trabalho e moda são sinônimos. Formado em Design de Moda, ele trabalha no segmento há 13 anos. “Minha família é do ramo de malharia; já trabalhei em facção e além de mim são mais três estilistas”, conta. Está há 10 anos na empresa, onde é um dos responsáveis pelo Desenvolvimento, um setor que envolve modelagem, corte, costura, estampa e bordado – ou como resume Maicon, “toda a galera que serve para materializar o produto”. Mais do que acompanhar a criação de uma peça, sua função é contrabalançar os pontos de vista do cliente e da confecção. “O grande desafio em ser estilista é deixar os dois lados satisfeitos. O que gosto na Reserva é que nunca chega engessada com uma ideia. Temos um diálogo muito bom. ” Segundo ele, uma das coisas que cansa o público é a mesmice. “Pesquiso muito tendências de comportamento, arquitetura para não entrar numa vala comum. ”

Valkiria Amarante, 57 anos, gerente comercial. Quando Valkiria chegou à empresa, aos 20 anos, esta era apenas um galpão de 300 m2 onde se trabalhava em esquema praticamente familiar. Isso foi há 37 anos. Não é exagero dizer que a vida pessoal de Valkiria se confunde com sua vida profissional. Seu filho mais velho, por exemplo, nasceu no ano em que ela entrou para a confecção e nesse período se formou em Engenharia Civil – o mesmo curso no qual o filho mais moço está se formando. “Comecei como crédito e cobrança e daí fui para o Departamento Pessoal”, lembra. Hoje ela é o braço direito da família, posição que renega por modéstia. “Deixo para eles decidirem isso”, diz.

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