Acerte na comunicação da empresa com 8 dicas do criativo Ian Black

Revolução e comunicação são lados da mesma moeda, e Ian Black conhece ambos muito bem. Fundador da agência New Vegas, especializada no ambiente digital, o criativo de 38 anos teve de abrir caminho na base da garra e da perseverança: sem diploma ou educação formal na área, o empresário autodidata escancarou as portas das oportunidades por mérito próprio — porque elas só se abrem gentilmente à batida do privilégio.

Fotos: Thays Bittar/Reserva

Embora tenha ingressado no setor “tardiamente”, aos 28 anos, Ian o fez por dominar como poucos o universo dos blogs, então uma “hot commodity”. Passou por duas grandes agências paulistas antes de se lançar no mundo dos freelancers, mas logo viu que as demandas eram tão numerosas quanto o volume de pessoas que trabalhavam ao seu lado, daí a primeira grande revolução pessoal: passou a chamar aquele coletivo pelo devido nome, agência.

A New Vegas nasceu em 2011 e se posiciona como uma agência digital completa, atendendo clientes de médio e grande porte, que se encontram nas grandes ambições  na coragem para o digital, como L’Occitane, John Deere, GE, Bradesco, Duratex, Batavo, President, Alugue Temporada e outros.

Sempre muito firme, pero sin perder la ternura, Ian generosamente revela os aprendizados mais valiosos que acumulou ao longo dos anos.

1- Destaque é bom e todo mundo gosta, mas poucos merecem

“Começamos como uma agência independente, sem verba ou apadrinhamento. Fomos aos poucos, não tivemos pressa em nada. Escolhemos nos destacar pela entrega de trabalhos acima da média, pela transparência nas nossas relações, pela seriedade dos elos profissionais da equipe, pela responsabilidade que temos com o dinheiro do cliente e, claro, pela qualidade da equipe.”

2- Sem saída

“Todo mundo hoje é digital. Não dá para pensar em uma empresa que não use, em algum momento, de algum processo, uma ferramenta tecnológica — que seja o e-mail. O que é preciso, então, é buscar a maturidade do meio digital, alinhando expectativas, afinando entregas e reavaliando estratégias.”

3- Errou feio, errou rude

“Um dos grandes problemas é quando subestimam a inteligência das pessoas, quando colocam no ar um produto que não entrega o que comunica. É igualmente incorreto levar ao ar uma comunicação que não esteja contextualizada com o momento da sociedade, da mesma forma que é um equívoco as empresas não darem ouvidos às pessoas. Esses, acredito, são os principais erros do mercado, não só do digital.”

4- Mais importante do que saber o que quer, é saber o que precisa

“Sou totalmente a favor das empresas se estruturarem da forma que lhes faz mais sentido: se mantém a comunicação interna ou se contrata uma agência especializada, tanto faz, contanto que dialogue com as exigências da corporação. Também entendo que há fases e projetos que vão pedir um pouco de ambos, mas, no final das contas, acho que cada caso deve ser analisado individualmente, e todos os modelos podem funcionar — é uma questão de alinhamento.”

“O offline não vai acabar. Temos que parar de analisar isso sob uma ótica binária, de que é um ou outro: eles se complementam.”

5- Desafio pouco é bobagem

“Provar que o investimento no digital e no offline estão discrepantes me parece o grande desafio do mercado atual. Ainda reproduzimos um modelo de negócio que supervaloriza o offline e nem sempre dá o devido valor ao digital, que, por vezes, pode gerar mais diálogo e, consequentemente, mais negócios.”

6- Nem tudo está perdido

“O offline não vai acabar. Temos que parar de analisar isso sob uma ótica binária, de que é um ou outro: eles se complementam. Cada veículo tem um impacto diferente e pede uma ação diferente, só é preciso entender como cada um trabalha para explorá-los melhor. O celular, por exemplo, é uma experiência individual, então a televisão é mais eficiente caso eu esteja buscando proporcionar uma experiência coletiva. Só que um não invalida o outro — de novo, apenas complementa.”

7- Baby steps

“O mercado digital brasileiro não está maduro como vemos no estrangeiro. Diria que estamos uns 4 anos atrás, por diversos fatores: a qualificação dos profissionais, das ferramentas e até os investimentos menores. O modelo de negócio da publicidade brasileira colabora muito para esse atraso. A gente ainda engatinha em algumas questões urgentes, como a questão do posicionamento diante da sociedade, coisa que lá fora se fala e se faz com mais naturalidade.”

“Um dos grandes problemas é quando subestimam a inteligência das pessoas, quando colocam no ar um produto que não entrega o que comunica.”

8- Espelho, espelho meu

“A sociedade precisa refletir a sociedade na qual está inserida, porque a comunicação só existe se houver conexão. Então entendo que cobremos certos avanços da publicidade, sobretudo quando falamos da inserção de minorias, mas é preciso colocarmos essas pessoas nas nossas vidas. Elas têm que estar no avião, no restaurante, na loja, no curso — quando estiverem em todos os lugares, vão chegar naturalmente à propaganda também.”

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