Foi em Brusque que, no ano de 1890, chegaram os primeiros teares na região sul do Brasil – o que valeu ao município o título de “Berço da Fiação Catarinense” e “Cidade dos Tecidos”. De fato, a economia de Brusque gira em torno de suas tecelagens e há um forte segmento turístico calcado no comércio de roupas. Os poloneses foram os primeiros a trazer o conhecimento de tecelagem para região, que hoje é uma referência para o setor têxtil.

Ao passar diante da construção de dois andares numa tranquila rua da cidade ninguém imagina que ali funciona a confecção responsável por dois sucessos de venda da Reserva: a camiseta jeans corrosão e a polo piquet stoned. E não é só o exterior que tem um jeito despojado – lá dentro uma equipe formada praticamente só por mulheres produz com empenho cerca de 30 mil peças por mês. “Nossa produção é menor porque também trabalhamos com o segmento feminino, que tem peças muito detalhadas”, explica a sócia-proprietária.

A empresa foi criada em 1989 e seu foco eram as camisetas que tinham o rock como tema – na época o gênero estava em alta no país. Depois que a onda roqueira passou, a empresa começou a fazer produtos para os times de futebol. Há 10 anos trocou o esporte pelo Private Label, e passou a lidar com marcas de grife. “Foi um momento delicado para nós, porque é um segmento muito exigente, mas conseguimos fazer a transição de forma bem-sucedida”, lembra a sócia-proprietária. A parceria com a Reserva começou há quatro anos com as linhas infantil e feminina. Há três a empresa começou a desenvolver t-shirts e polos para a marca. “A Reserva vê o que cada um faz de melhor; o nosso forte é o índigo”, avalia a proprietária.

Quem ajuda a fazer

Delci Beatriz Filipiak, 45 anos, talhadora. Delci é natural de Medianeira, Paraná. Mudou-se para Brusque há 17 anos por convite da cunhada. Está na companhia há 12 anos. O envolvimento com a empresa é praticamente familiar: a filha de 23 anos, Fernanda, começou a trabalhar no setor de Faturamento da empresa há 4 meses. “Gosto de Brusque pelo lado pessoal. Minha vida era muito sofrida e tudo o que eu tenho, adquiri aqui”.

Taise Cristine Prochnow, 23 anos, revisora. É natural de Joinville. Veio para Brusque há 4 anos com o marido e trabalha há um ano na confecção. Pretende ter filhos em um futuro próximo. “O que mais gosto em Brusque são as oportunidades de trabalho e a cultura da cidade. ”