Esta é uma empresa familiar com um roteiro nada convencional. Começa pela história de seu criador: nos anos 1980, ele formou-se como técnico no Colégio Agrícola de Camboriú e foi trabalhar como agrônomo em Ituberá, na Bahia. Dali mudou-se para Nova Xavantina, no Mato Grosso (onde nasceu seu primeiro filho), voltou para Blumenau, se transferiu para Ituporanga, cidade a duas horas e meia de Blumenau (lá nasceu seu segundo filho) e em seguida foi para São Mateus do Sul, no Paraná. A perambulação só parou em 1993, quando um conhecido o convidou para fazer algo totalmente diferente: gerenciar três lojas de camisetas destinadas ao turismo. O novo trabalho lhe propiciou conhecimento para, três anos depois, abrir sua própria marca.

A empresa, que começou em uma casa de 40 m2, agora está instalada em um galpão de 800 m2. Hoje dois filhos são diretor comercial e diretor de produção. O silêncio e tranquilidade do espaço contrasta com a agitação tão comum às confecções têxteis. Isso se explica porque grande parte dos processos são terceirizados – a companhia cuida do desenvolvimento, modelagem, corte, costura e bordado. É o que faz a empresa envolver mais 150 colaboradores na produção de 60 mil peças por mês. “Nossa especialidade são polos e t-shirts, mas estamos começando a trabalhar com bermudas e camisas”, diz o diretor comercial.

Quem ajuda a fazer

Miriam Mewes, 43 anos, inspetora de qualidade. Miriam nasceu na zona rural de Taió, no oeste do Vale do Itajaí. Mudou-se para Indaial em 1990 e logo depois começou a trabalhar como aprendiz de costureira em uma grande malharia de Blumenau. Oito anos depois trocou o emprego por um casamento e mudou-se para São Bento do Sul, na divisa com o Paraná. “Durou dois anos, mas não deu certo; daí deixei a mudança na casa do meu pai, em Taió, e voltei para Blumenau”, conta. Isso foi em 2000. Desde então trabalhou em várias empresas têxteis. Há 1 ano é inspetora. “O que mais gosto é de ensinar. O que eu não gosto mesmo é de monotonia. Preciso de alguém para me ouvir. ”