A receita do sucesso de Thiago Koch, chef e sócio do Bullguer

A cada semana era inaugurada uma nova hamburgueria em São Paulo quando o chef Thiago Koch decidiu se unir aos empresários Ricardo Santini e Alberto Abbondanza para abrir… uma hamburgueria. O que poderia ser mais um empreendimento como os outros provou-se uma receita original. Desde março de 2015, quando a operação da Bullguer começou na Vila Nova Conceição, eles já abriram seis lojas em São Paulo e no Rio de Janeiro. O conceito de fast casual, inspirado na americana Shake Shack e na inglesa GBK, demorou menos de um mês para conquistar os clientes. Sem cair na onda gourmet, o chef serve hambúrgueres preparados com ingredientes de qualidade por um preço justo. A seguir, ele conta a receita do sucesso da rede, que tem outras quatro lojas a caminho.

Fotos: Thays Bittar / Reserva

Construir o negócio que você gostaria de frequentar

“Todo mundo que quer criar um negócio deve olhar e pensar: o que eu sinto falta? Qual lugar eu gostaria de ir? Eu não gosto de um restaurante que cobra uma fortuna nos pratos. As pessoas em São Paulo cobram o máximo que puderem pelo produto. Eu queria seguir na linha do bom e barato porque o Brasil precisava disso. Não adianta fazer algo que vá contra seus princípios”.

Ser diferente do resto do mercado

“A primeira coisa que fiz foi pensar em diferenciais para a hamburgueria. Resolvemos fazer a carne amassada na chapa, o smashed burger. Também fomos o primeiro lugar a carimbar o pão. A nossa batata frita, ondulada, foi outra novidade. Decidimos não ter talheres, nem copo de vidro, e não cobrar a maionese. Quis tocar uma música mais animada e divertida. E, principalmente, entramos no mercado na Vila Nova Conceição, que é um dos bairros mais caros de São Paulo, cobrando o mais barato possível no hambúrguer. Esses diferenciais foram trazendo destaque para nós”.

Buscar inspiração em outros lugares

“A coisa mais importante para um empreendedor é viajar. Quando você chega em um lugar, tem ideias novas e pode trazê-las para sua realidade e sua necessidade. Se não der para viajar tem que fuçar, buscar informações, se virar. Não tem esse papo de que vai acender a lâmpada da ideia e está tudo pronto”.

Simplificar a operação

“Quando você monta um negócio às vezes pensa uma coisa e ele vai te levando para outro caminho. Criamos um cardápio reduzido para fazer o soft opening da primeira loja e acabamos mantendo assim porque com isso a gente ganhava velocidade. Assim conseguimos vender um hambúrguer barato e rápido. Estamos simplificando também o processo de atendimento. É melhor ter uma equipe enxuta e menos funcionários, porém mais capacitados e ganhando mais, do que o contrário”.

Pensar grande desde o começo

“Quando abrimos o Bullguer, decidimos estipular um salário para os sócios e todo o dinheiro que a hamburgueria rendesse aplicaríamos em novas lojas. E foi assim desde então. Nunca pegamos um empréstimo ou vendemos uma parte da marca para expandir. Encheu o tanque, dá para montar uma loja? Vamos. A gente sempre pensou que nosso futuro era expandir e até quem sabe entrar no modelo de franquia. Não tenho pretensão de ter 200 lojas, mas o limite é abrir o máximo de lojas que minha saúde mental e física aguentar”.

– INSPIRE-SE NO ESTILO DO THIAGO

 

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