Rafael Maretti, da Base Colaborativa: multiplicando transformações

Fala galera,

Quando se juntou a um grupo de amigos para fundar a Base Colaborativa, Rafael Maretti sabia que queria fazer algo para melhorar o mundo, mas não sabia nem como nem o quê. Resolveu aprender com quem já estava transformando e passou a organizar bate-papos com convidados que pudessem inspirar e contar um pouco de sua história. Em sete anos – e mais de 200 conversas como estas depois –, a Base construiu uma rede de mobilização e já tem 15 projetos sob sua batuta, criados por pessoas que levaram ideias ou a vontade de participar para o grupo. “A Base virou um espaço de descoberta e desenvolvimento para que cada pessoa possa encontrar sua maneira de ser agente da transformação”, conta Maretti.

Rafael Maretti, da Base Colaborativa

Fotos: Thays Bittar | Reserva

Entre os projetos sociais da Base estão o Rizoma, que leva uma proposta de educação socioemocional à periferia, e o Muda, que realiza a capacitação de líderes comunitários e cria espaços coletivos como cozinhas e banheiros na comunidade da Portelinha, em São Paulo. Foi também lá, em uma das reuniões abertas que acontecem todas as semanas na Base, que nasceu a ideia da Virada Política, um evento que propõe discutir o assunto por um viés não institucional, suprapartidário e sem polarização. A quarta edição da Virada, realizada neste final de semana em 8 cidades do país, reuniu 170 organizações em 80 painéis de discussão abertos e gratuitos.

“A Base virou um espaço de descoberta e desenvolvimento para que cada pessoa possa encontrar sua maneira de ser agente da transformação”

Desde o ano passado, um projeto de apoio a pequenos empreendedores nas periferias seleciona cinco negócios para uma consultoria de seis meses que ajuda em sua profissionalização e no potencial de geração de renda. Batizado de Abacaxi, o projeto já transformou empreendimentos como o brechó de Vanessa Berrouiguet, ex-catadora de lixo que montou o Nosso Mon Petit no Capão Redondo. Em 2016, os voluntários da Base Colaborativa ajudaram na reforma do espaço, ofereceram treinamento de finanças, apoio jurídico para a regularização do negócio e suporte psicológico. O Abacaxi hoje dá assistência à uma nova rodada de empreendimentos, que envolvem desde um projeto de tecnologia e robótica na periferia à uma reserva indígena no Pico do Jaraguá.

Financiada pela doação recorrente dos quase 300 associados, a organização convida qualquer pessoa a levar suas ideias para a Base. Além de participar dos projetos ou desenvolver o seu próprio, é possível entrar em um dos programas, que são cursos com uma proposta colaborativa de aprendizado. “Sentimos a necessidade de nos qualificar para fazer intervenções mais efetivas nos projetos e também para tomar melhores decisões no dia a dia”, diz Maretti, presidente da Base. O Curso de Teoria U, baseado no conceito do economista e pesquisador do MIT Otto Scharmer, já está na sexta edição. Há também programas como o de psicologia positiva e comunicação não violenta, criados pelos próprios associados.

Dizer o que vem pela frente na Base é quase impossível. O caminho depende das ideias que baterem na porta – ou que surgirem no meio de uma reunião. Mas Rafael Maretti está preparado para facilitar todas as transformações que estiverem ao seu alcance.

beijos,

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