Cláudio Spínola, da Morada da Floresta: soluções sustentáveis

Fala galera,

Se cada brasileiro reciclasse os restos orgânicos que produz em sua casa, isso significaria milhões de toneladas a menos de lixo nos aterros sanitários. Nas últimas duas décadas, Cláudio Spínola se dedicou a transformar essa reciclagem em um processo mais simples – e, portanto, acessível a qualquer pessoa. À frente da Morada da Floresta, experiência sustentável que ele mantém em São Paulo, Cláudio desenvolveu composteiras domésticas para transformar a matéria orgânica que seria descartada como lixo em adubo.

A composteira é um conjunto de caixas que facilitam o processo de decomposição dos restos orgânicos produzidos em casa, como frutas, legumes, verduras, café e cascas de ovos. A partir de algumas semanas dentro da caixa, as minhocas transformam os resíduos em húmus. O adubo é retirado por uma torneira na forma de um composto líquido rico em nutrientes para as plantas.

Fotos: Thays Bittar | Reserva

O mais novo modelo desenvolvido na Morada, o Humi, é compacto, não faz sujeira e pode ser colocado em casas ou apartamentos. Além disso, ele é feito a partir de caixas de Tetra Pak, um material que costuma ser pouco reciclado. “O grande desafio é desmistificar esse universo”, diz Cláudio. “Estamos ampliando a rede de parceiros para chegar às pessoas que nunca ouviram falar no assunto”.

As composteiras construídas na Morada já chegaram à 11 mil famílias e poupam cerca de 8 mil toneladas de lixo por ano. Em 2014, em um projeto piloto da Prefeitura de São Paulo, a Morada entregou composteiras domésticas para 2 mil famílias, colocando em pauta a necessidade de políticas públicas que pensem em maneiras mais sustentáveis de tratar o lixo orgânico.

A Morada da Floresta nasceu espontaneamente no final dos anos 2000. Recém-formado na Universidade de São Paulo, Cláudio passou a dividir a casa onde mora no Butantã com outras pessoas interessadas em experimentar uma vida comunitária e aplicar técnicas de permacultura em uma espécie de ecovila urbana. A casa começou a receber cursos e logo surgiu a necessidade de escalar a reciclagem da matéria orgânica produzida por lá. Foi assim que nasceram os modelos de composteiras domésticas e também para as empresas, que hoje atendem indústrias, condomínios e escolas, entre outros grandes geradores de lixo.

Logo um novo desafio fez Cláudio buscar soluções sustentáveis. Sua mulher, Paula, engravidou da primeira filha do casal e eles não queriam que o lixo fosse o destino das mais de 5 mil fraldas que um bebê costuma usar – o que equivale a cerca de uma tonelada de resíduo. Eles desenharam uma fralda ecológica que pode substituir até 300 fraldas descartáveis nos primeiros anos de vida da criança. Desde então, Cláudio estima ter evitado o descarte de 5 milhões de fraldas nos aterros, levando a solução sustentável a quase mil famílias. O passo seguinte foi desenvolver um absorvente feminino reciclável – neste caso, foram poupadas 360 mil unidades descartáveis.

A Morada da Floresta é um convite para refletir sobre maneiras de causar menos impacto na natureza e viver de uma maneira mais sustentável. “A história da Morada começou individual, querendo fazer nossa parte no universo, mas quanto mais gente fazendo, melhor. Nosso trabalho é facilitar a mudança”, afirma Cláudio.

beijos,

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