Marcos Nisti, do Instituto Alana: comunicação em defesa da infância

Fala galera,

Quem tem filho pequeno ou está esperando um bebê deve ter assistido ao menos um trecho de O Começo da Vida por aí – afinal, seis milhões de pessoas já viram o documentário todo ou as pílulas exibidas em empresas, laboratórios, cinemas, eventos e até nos Tribunais de Justiça brasileiros. Dirigido por Estela Renner e lançado em 2016, fala da importância de uma educação amorosa e da presença dos pais nos primeiros anos de vida de um ser humano – com cientistas embasando a ideia. E mostra como essa presença pode mudar nossa sociedade, não apenas a vida de uma criança.

O documentário é produção da Maria Farinha Filmes, empresa que faz parte do Alana, instituto criado em 1994 com o objetivo de proteger a infância no país. Sim, a causa é grande, mas parece que esse pessoal vem dando conta com uma fórmula esperta. Eles levantam suas bandeiras e dão um jeito de usar a comunicação para gerar engajamento. “Pra gente, a transformação está quando a causa une população e governo. E uma comunicação de impacto ajuda a fazer essa união”, diz Marcos Nisti, CEO do Alana.

Fotos: Thays Bittar | Reserva

Marcos é casado com Ana Lúcia Villela, que fundou o Alana em 1994. Mas foi em 2008 que o executivo começou a atuar no instituto, como co-fundador e produtor executivo da Maria Farinha Filmes, e em 2012 assumiu o posto de CEO. Logo que começou com a produtora, lançou o chocante documentário Criança, a Alma do Negócio, de Estela Renner, sobre como a publicidade dirigida às crianças está gerando consumismo logo nessa fase da vida. Mais uma vez, comunicação e causa se encontraram.

O filme serviu de apoio ao Criança e Consumo, programa do Alana que combate a publicidade infantil e já contribuiu para que dezenas de empresas fossem autuadas por dirigir sua propaganda aos pequenos. Uma das cenas do documentário mostra alguém pedindo a um grupo de seis crianças para apontar o que preferem, entre “comprar” e “brincar” – e só uma delas escolhe a segunda opção. “Quando você mostra às pessoas o tamanho do problema na prática, fica mais fácil conscientizar”, diz Marcos.

As ações do Alana se estendem também para os adolescentes, como o Desafio Criativos da Escola, em que alunos e educadores dos ensinos fundamental e médio concorrem com um projeto que tenham implantado para mudar seu entorno. Em 2016, os vencedores, da cidade de Iguatu, no Ceará, conseguiram que os vereadores da cidade aprovassem um Projeto de Lei para preservar a caatinga na região – e proteger esse bioma da extinção.

O quadro Jovens Inventores para o programa Caldeirão do Huck, que encontra e premia estudantes que tenham uma ideia para resolver problemas de sua comunidade – ou do mundo -, foi idealizado pela Maria Farinha Filmes. Depois que o programa foi ao ar, em 2014, o número de participantes em feiras de ciências no Brasil deu um salto, de 28.000 naquele ano, para 62.200 em 2016. “Luciano fala para os jovens, então esse quadro foi uma maneira de trazê-los para perto, de traduzir a ciência para a língua deles”, diz Marcos. Novamente, comunicação foi essencial.

beijos

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