Mariana Fonseca, da Pipe.Social: uma vitrine para quem faz o bem

Fala galera,

A gente tem falado muito por aqui de negócios sociais (ou negócios de impacto social ou ainda de setor 2.5). Eles ficam no meio do caminho entre empresas comuns – que vendem, fabricam algo ou prestam algum serviço -, e Ongs e institutos que fazem o bem. Os negócios de impacto social querem ter lucro, sim, mas em primeiro lugar têm o objetivo de mudar algo para melhor, seja educação, meio ambiente, as cidades. O problema é que pouco se fala sobre essas empresas – ainda – e, também por conta disso, os investimentos demoram a chegar.

Fotos: Thays Bittar/ Reserva

O trabalho da Mariana Fonseca (foto acima) e da Lívia Hollerbach, da Pipe.Social, é mudar esse quadro. Em 2017, a Pipe fez um verdadeiro senso de negócios de impacto em todo o Brasil e reuniu dados sobre esse mercado para quem quer entrar nele, investir, encontrar parceiros ou simplesmente conhecer o que está acontecendo nessa área, que está fervilhando de novas iniciativas. E agora prepara o segundo. “No primeiro mapa, levantamos dados sobre 625 negócios sociais no Brasil”, diz Mariana. Logo de cara, conseguiram o apoio do Itaú, Artemísia (a maior aceleradora de negócios de impacto do Brasil), Institudo de Cidadania Empresarial, Vox Capital e por aí vai.

O que, em princípio, era para ser uma vitrine de empresas, virou muito mais. “Começamos a reunir os dados e percebemos que há obstáculos para que elas cresçam”, diz. Um deles é a comunicação: as empresas não conseguem comunicar direito o que fazem pois esse mercado ainda é novo. Depois, vem o tamanho do investimento, que é pequeno diante do que os grandes fundos que investem em start ups procuram. “Elas precisam de 100 ou 200 mil reais para dar seus primeiros passos. Mas os fundos querem empresas um pouco mais maduras, onde podem investir muito mais e ter um retorno maior”.

Sendo assim, Lívia e Mariana começaram a criar uma estrutura de apoio para esses empreendedores. O primeiro passo é mostrá-los ao mundo. O site da Pipe retrata empreendedores que estão ajudando a mudar nossa sociedade de alguma forma e está virando referência para incubadoras, aceleradoras, investidores-anjo. Além disso, a Pipe já realizou 12 chamadas para premiar negócios de impacto. “Os investidores nos procuram querendo investir em um mercado específico, mas não sabem como direcionar o dinheiro, então a gente busca quem pode usar esse valor para alcançar os melhores objetivos dentro de uma determinada área ou território”, diz Mariana.

No ano passado, por exemplo, a AMA, água criada pela Ambev para captar recursos e levar irrigação para regiões de escassez, lançou seu edital junto com a Pipe. A iniciativa, que tinha parceria com a Yunus, uma referência mundial em negócios sociais, iria escolher empresas para receber mentoria da nova aceleradora AMA, voltada para o setor 2.5. A start up Safe Drinking Water for All, com base em Salvador (BA), que desenvolveu um filtro de sisal que usa energia solar e o Projeto Mudas, que faz irrigação de baixo custo, foram algumas das selecionadas pelo edital. Recentemente, abriu chamda para que empreendedores de todas as áreas pudessem apresentar seus negócios no encontro nacional do Anjos do Brasil, rede de investidores privados que procura gente bacana para colocar seu dinheiro e apoiar. É, a gente pode não ter ouvido falar dessa galera ainda, mas a Pipe está trabalhando para mudar esse quadro.

Beijos

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