Renata Quintella, do A Nossa Jornada: estenda uma mão para o mundo

Fala galera,

Se você tem um sonho, além de você ao menos uma pessoa tem que acreditar nele. Foi com essa ideia na cabeça que, no dia 5 de junho de 2013, a atriz, roteirista e diretora artística Renata Quintella saiu às ruas de São Paulo com uma ideia na cabeça e um maço de flores na mão. E não estava acompanhada só de uma pessoa que acreditava nela, mas de oito amigos que se dispuseram a ajudá-la em sua primeira jornada. Dois deles tinham uma produtora de vídeo e iriam registrar tudo com uma câmera. O objetivo não era seguir um roteiro, mas simplesmente parar as pessoas na rua e fazer uma pergunta: “o que eu posso fazer por você agora?”.

Fotos: Thays Bittar/Reserva

“Fui para uma praça, fiz uma oração, pedi proteção a São Francisco e comecei abordar as pessoas”, conta. Alguns reagiram de um jeito meio arisco, mas Renata continuou. O primeiro a aceitar ajuda foi seu Irino. O que ele queria? Só alguém para conversar. Ao fim do papo, contou que estava comemorando 60 anos de casamento e que levaria a flor que recebeu de Renata para a esposa. “Me dei conta que ajudar alguém é muito fácil. E também da corrente do bem que se forma, pois seu Irino daria aquela flor para a esposa, que também ajudaria alguém”, diz.

Ao fim daquele dia, depois de empurrar uma carroça de material para reciclagem, ajudar a carregar sacolas de compras, emprestar seu celular para um interurbano e montar uma festa relâmpago de aniversário na praça, Renata voltou pra casa exausta, desejando fazer daquele trabalho sua razão de viver. “Eu queria ser uma pessoa melhor a cada dia, deixar um legado para meus filhos. Tinha encontrado meu caminho.”

Foi assim que nasceu o instituto A Nossa Jornada, que já ajudou milhares de pessoas em 100 cidades brasileiras e em 6 países. Essa ajuda pode ser qualquer coisa, desde que esteja ao alcance de quem se oferece. Sim, porque nessa caminhada, Renata foi ganhando dezenas de voluntários que repetem seu gesto. “Quando dei minha primeira entrevista, depois daquele dia ajudando pessoas na praça, a repórter me sugeriu criar uma fanpage e, no primeiro dia, já tinha 1200 curtidas”, conta. Hoje, são 45 mil curtidas e uma enorme rede de apoio.

A Nossa Jornada já aproximou uma filha da mãe que ela buscava havia 20 anos. Está pagando faculdade de psicologia para um refugiado da guerra do Congo. Já levou um garoto com uma doença grave para conhecer o mar. Já deu um casaco para um morador do Pólo Norte. Foram milhares de jornadas. “Formamos uma rede incrível e tenho minha própria rede de contatos também. Já ajudamos gente até no Japão”.

Hoje, Renata criou dois braços específicos no instituto: um para ajudar refugiados da África e da Síria,  outro para dar aulas de inglês em uma comunidade carente de São Paulo. Mas o projeto continua sendo tocado por uma pessoa, com a ajuda de uma contratada recente. “A gente recebe doações para realizar os desejos e também R$ 900 por mês de pessoas físicas”, diz Renata, que tem as contas do instituto abertas no site. O resto do dinheiro para tocar tudo isso vem das palestras em empresas sobre a corrente do bem que ela tanto alimenta. E das suas atuações como diretora artística ou roteirista. “Não sobra, mas também não falta nada. Isso é o que acontece quando a gente se dispõe a ajudar o outro.”

Beijos

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