Renata Moraes, da ImpulsoBeta: quando a diversidade gera lucro

Fala galera,

Há três anos, quando já contabilizava na carreira um bom tempo como jornalista na maior editora do país e ocupava um cargo executivo em uma grande fundação voltada para a educação, Renata Moraes estava inquieta. No trabalho que desempenhava, selecionando profissionais qualificados para bolsas de mestrado no exterior, e à sua volta, via as mulheres tentando vagas ou cargos mais altas nas empresas, mas muitas vezes morrendo na praia – e não era por falta de ambição ou competência. Simplesmente havia um ambiente desfavorável. “As mulheres não conseguiam chegar ao topo e não era por falta de habilidades profissionais. Aquilo estava me deixando inquieta”, conta.

Vinda da uma família de empreendedores, Renata não queria ser funcionária por muito mais tempo. Uniu a isso, sua vontade de contribuir para mudar a situação feminina no mercado de trabalho e viu uma oportunidade de negócio. “Tive a chance de empreender para mudar um problema que de fato me tocava”, diz. Foi então que, em 2013, montou a ImpulsoBeta, uma consultoria que trabalha junto às lideranças das empresas para criar espaço para as mulheres dentro do organograma, combater o machismo no ambiente profissional e promover a diversidade. “As empresas perceberam que, além de melhorar o ambiente, de ser a coisa certa a se fazer, essa inclusão gera melhores negócios, traz lucro. E nada pode ser mais imperativo dentro de uma empresa”, diz Renata.

Fotos: Thays Bittar/Reserva

A ideia é que elas tenham como galgar cargos mais altos, sejam respeitadas em seu estilo de trabalhar, possam conciliar família e carreira e imprimir uma nova maneira de desempenhar suas funções. “Não adianta falar em diversidade se você espera que profissionais com perfis diferentes atuem da mesma maneira.”

No início, a Impulso Beta era uma espécie de escola de liderança feminina. Com o curso Lidera Beta, a ideia era prepararem as profissionais para que chegassem a cargos mais altos na pirâmide corporativa. Acontece que, quando voltavam ao escritório, as alunas percebiam que a realidade era um pouco mais cruel. “As mulheres adoravam o curso, mas desanimavam ao ver que apenas sua postura havia mudado. Tudo em volta continuava igual”.

Assim, Renata percebeu que precisava falar diretamente com as empresas e mudou seu modelo de negócio. Hoje, ela presta consultorias para grandes nomes como Grupo Pão de Açúcar, Sanofi, Ogilvy identificando onde estão os gargalos, quais os problemas que impedem as empresas de terem um quadro mais diverso e cria programas, workshops, além de dar mentorias para mudar tudo isso. “As empresas que fazem essa inclusão, que respeitam as escolhas de cada grupo, vêem que seus negócios andam melhor”.

O objetivo, hoje, não é apenas abrir espaço no topo para as mulheres, mas propiciar que trabalhem em ambientes mais justos, mais inclusivos e menos machistas. “Quando levamos a reflexão da diversidade, beneficiamos também outros grupos. Há muitos homens com filhos pequenos que querem participar mais da vida familiar e só tem a ganhar com essa nova visão.”

Beijos

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