Guilherme Junqueira, da Gama Academy: inovação se aprende na escola

Guilherme Junqueira cursou a faculdade de administração, foi trainee da Ambev, montou uma empresa que quebrou dois anos depois, passou a dirigir uma associação de startups, a ABStartups, trouxe para o Brasil um evento que reúne milhares de empreendedores do mercado de tecnologia, o CASE, baseado no TechCrunch. Tudo isso deu a ele uma noção: não havia profissionais suficientemente preparados para o mercado digital e de tecnologia no Brasil. Empresas novas ou grandes companhias não achavam essa galera na faculdade e não havia um curso específico para isso. Dessa visão, criou a Gama Academy, uma escola em São Paulo que recebe alunos de todo o Brasil com o objetivo de transformá-los em feras da tecnologia, preparados para lidar com a instabilidade de uma startup. “Minha vocação era trabalhar com educação, que eu uni à minha experiência com empreendedorismo”, conta.

Fotos: Thays Bittar / Reserva

Criada em 2016, a Gama tem o objetivo de suprir o que falta nas faculdades e preparar profissionais para o mercado. São quatro áreas de formação: desenvolvimento, design, marketing e vendas. Em cinco semanas intensivas, 100 alunos selecionados por turma (divididos entre essas áreas), são estimulados a desenvolver habilidades técnicas e emocionais, ou soft skills, como se diz por aí, importantes para quem quer atuar em empresas inovadoras ou fundar a sua própria startup. “Me baseei nas chamadas soft skills do futuro, apontadas pelas organizações do trabalho como as principais qualidades nos próximos anos”, diz Guilherme. Assim, os projetos priorizam inteligência emocional, comunicação, resiliência e autoconhecimento.

Inspire-se no presente

“Eu notei esse gap no mercado pois era algo que afetava as empresas com as quais eu lidava. Vi que havia um problema real a ser resolvido. E reuni o que eu sabia do mercado, por experiência própria como empreendedor e por observar e trabalhar junto a quem buscava soluções, para criar o programa. Percebi que as faculdades não formavam o que o mercado precisa. Hoje, vejo que nossos alunos crescem rápido na carreira porque tiveram a base que a formação tradicional não deu.”

Olhe para o futuro

“Com o sucesso dos programas, as empresas começaram a olhar para a Gama e hoje os cursos são patrocinados por nomes como Mercado Livre, Cielo, NuBank, Buscapé e Totvs. Elas subsidiam parte do valor do curso, fazemos um programa personalizado e, ao final, têm prioridade na contratação dos alunos. Dos 1500 alunos que já saíram da Gama, cerca de 90% foi contratado pelo mercado. Somos uma mistura de tropa de elite com programa aprendiz.”

Pesquise o que há de mais novo

“O que leva os alunos a aprenderam rápido e em um curto espaço de tempo são as metodologias que aplicamos. Trouxemos técnicas como a flipped classroom, em que o aluno assiste a vídeos antes da aula, para que o encontro com o professor possa focar na parte mais prática, e o Project Based Learning, em que se debruçam sobre problemas reais das empresas e criam soluções a serem de fato aplicadas no dia-a-dia. A gente coloca projetos de verdade dos patrocinadores para que sejam resolvidos em sala de aula”.

Apetite empreendedor é essencial

“Com exceção da área de programação, que exige um certo conhecimento prévio, a Gama não espera que os alunos tenham experiência anterior ou formação no que escolheram estudar. O importante é que tenham perfil para trabalhar em empresas que crescem rápido e mudam de rumo constantemente. Fazemos uma seleção rigorosa, vem gente do Brasil todo estudar aqui, de todas as formações, de 16 a 58 anos. Desde que tenham apetite empreendedor, tá tudo certo”.

– INSPIRE-SE NO ESTILO DO GUILHERME


• Casaco PF moletinho

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