Alan Leite, da Startup Farm: grandes problemas geram grandes negócios

Nos últimos cinco anos, o administrador Alan Leite trabalhou duro para colocar a Startup Farm no topo. No ano passado, foi premiada como a melhor aceleradora pela Associação Brasileira de Startups (AB Startup). Em 24 edições, seu programa de aceleração já contemplou mais de 280 empresa e de 900 “farmers”, como são chamados os participantes. São eles, aliás, o foco da mudança estimulada ali dentro. “Nosso trabalho é principalmente voltado para os empreendedores, para que estabeleçam um novo ritmo e desenvolvam uma nova maneira de pensar”.

A aceleradora buscou parceiros de peso para seu programa. Com duração de seis meses, nesse ano o Startup Farm Ahead lançou uma edição em conjunto com o Oi Futuro, instituto de inovação da Oi, para empresas de tecnologia com impacto social, no Rio de Janeiro e outra em São Paulo, em conjunto com o Banco do Brasil. Nesse último, irá contemplar investimentos de até R$ 150 mil, além da mentoria com a rede de experts montada por Alan e sua equipe. Aqui, o executivo empresta seu olhar crítico para falar do que é importante desenvolver à frente de uma startup.

Fotos: Thays Bittar/Reserva

Comece local, mire global

“É comum que os empreendedores brasileiros foquem no mercado local – e tudo bem. Mas precisamos ter também o olhar para problemas que existam em outras partes do mundo pois isso é o que pode trazer escala. Waze nasceu em Israel mas resolveu uma questão de muitas cidades e hoje São Paulo é a cidade com mais usuários. Ao acelerar uma empresa, incentivo que os fundadores tenham esse olhar mais amplo: quanto maior o problema, maior o negócio.”

Um exército de empreendedores

“Acredito que os novos empreendedores precisam ser incentivados por gente que teve a mesma experiência, gente experiente e capitalizada. Por isso me esforço para criar um ‘exército’ com esse perfil, que dêem apoio à nova geração. Segundo um estudo do MIT, em geral a idade de um fundador de sucesso é acima dos 40. No começo, o Facebook foi financiado pelo pessoal do PayPal e do Napster. São os próprios fundadores que irão multiplicar a quantidade de novas startups no país e que irão financiar a próxima geração.”

Discurso afiado é essencial

“Um dos aprendizados do processo de aceleração é aprender a se expor. A cada semana, os participantes encaram uma banca de convidados e com a nossa equipe para responder questões essenciais do negócio, prestar contas do andamento. É um processo imersivo, para que lá na frente ninguém tenha medo de falar com investidor, para que esteja preparado nesse momento. Esse é um treinamento que não pode ser ignorado por quem está criando uma empresa.

Não tem almoço grátis

“Não há nada de errado em não sonhar com um negócio em grande escala, mas você só vai criar um negocio relevante e se destacar no mercado se colocar toda a sua energia, se for ágil. Venture capital é um investimento de alto risco, quem faz quer ver essa dedicação de alto nível nos fundadores da empresa.”

Áreas quentes

“O tipo de negócio escolhido tem que estar ligado à história e ao perfil dos fundadores, mas alguns mercados são mais promissores para startups no momento. A gente acredita que saúde, qualidade de vida, agronegócio são áreas que estão mais quentes. As fintechs (startups de tecnologia na área de finanças) também estão com tudo: são 54 milhões de brasileiros que não têm acesso ao crédito, por exemplo. Então temos um público imenso aí. E o mercado financeiro é complexo, dá margem para criar.”

– INSPIRE-SE NO ESTILO DO ALAN


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