Julio Lavalle, do Poupa Certo: poupança é direito de todos

Fala galera,

Um game para cuidar das finanças, aprender a poupar, pagar as dívidas e entender melhor os serviços oferecidos pelos bancos. O Poupa Certo, um aplicativo com jeito de joguinho criado pelo economista peruano Julio Lavalle, já ajudou sete mil pessoas a alcançarem esses objetivos. Em um país onde mais de 60 milhões estão endividados – e um número parecido não têm acesso aos serviços bancários – , trata-se de uma ferramenta de primeira necessidade. “Sou economista, trabalhei para corporações, mas tenho uma alma social e queria mudar esse quadro”, diz Julio.

Fotos: Leandro Haddad/Reserva

Por conta dessa alma social, ele conheceu a realidade brasileira em 2012, quando esteve aqui fazendo parte de um programa do MIT (Massachusetts Institute of Technology). O MITD-Lab reúne gente do mundo todo que usa o design thinking para resolver problemas relacionados à pobreza ao redor do mundo, em um encontro chamado International Development Design Summit. Durante um mês, ele e uma equipe multidisciplinar moraram junto com o pessoal de uma comunidade de baixa renda em São Paulo para entender o que estava pegando em termos financeiros. “A gente trabalha junto com aos locais, é uma co-criação.”

Assim, fizeram um serviço de mensagens de educação financeira por SMS, o primeiro protótipo. Quando o projeto acabou, Julio se uniu ao hoje sócio, Pedro Henrique Rodrigues, para continuar a desenvolver a ideia e foi chamado para fazer parte das startups de impacto positivo incubadas pelo Yunus, que apóia projetos sociais no mundo todo.  Em 2017, lançou o PoupaCerto no mercado, um aplicativo em que cuidar de dinheiro é leve e divertido. “Nosso diferencial está na abordagem comportamental: usamos as interações com o usuário para criar perfis e entender qual a melhor maneira de ajudá-lo a se tornar mais consciente com seu dinheiro”, diz. Ensinar os usuários a pensar de maneira absoluta no dinheiro (quanto um cafezinho de três reais por dia significa no fim do mês?) e avaliar as trocas que fazemos (se você for ao cinema toda semana, em quanto tempo terá que adiar a viagem de férias que planeja?) são alguns dos ensinamentos do Poupa Certo.

No ano passado, a empresa fez um teste com 200 usuários do programa Minha Casa Minha Vida como parte do Desafio de Negócios Sociais, levado pela Caixa Econômica e pela aceleradora de impacto Artemísia. E, agora, eles estão trabalhando junto ao governo peruano para desenvolver um serviço semelhante voltado para microempreendedores.

Recentemente, o Poupa Certo passou por uma mudança de escopo. Em vez de ser um app aberto a qualquer usuário, se transformou em um serviço vendido às empresas que, por sua vez, oferecem como benefício aos funcionários. “Percebemos que mais gente teria acesso dessa maneira e, de fato, já são 7 mil usuários”, conta. Dessa galera toda, 65% alcançou seu objetivo de poupança e, entre eles, metade usou o dinheiro para pagar dívidas.

Investir na saúde financeira dos funcionários tem um bom retorno: para cada real gasto com o problema, voltam três reais em aumento de produtividade, redução de faltas e foco. Essas pessoas, com pendências relativas a dinheiro, chegam a gastar três horas por semana para resolvê-las – e agora estão dormindo mais tranquilas e podendo botar energia no que importa. É assim, com pequenos passos, que Julio está ajudando a resolver um problema enorme do Brasil.

Beijos

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