Cris Rosenbaum, da Feira Na Rosenbaum: força para o design nacional como missão

Fala galera,

Transformar a cena do design nacional é a missão de Cris Rosenbaum. Não estamos falando de grandes studios ou artistas badalados, mas de artesãos e criadores que querem se estabelecer e encontrar espaço no mercado que vem crescendo no país. Nos últimos três anos, se multiplicaram em São Paulo e Rio de Janeiro, principalmente, as feiras que reúnem esses profissionais e abrem janelas para que se tornem mais conhecidos do público, pois muitos trabalham apenas em seus ateliês. “É um lugar para mostrar tudo o que está sendo feito de criativo, de belo”, diz Cris, que se firmou como curadora dessa galera, com seu olhar para as coisas bonitas do mundo.

Fotos: Thays Bittar/Reserva

Com essa missão, ela criou a Feira Na Rosenbaum há seis anos, quase como uma brincadeira, no escritório de seu então marido, o designer Marcelo Rosenbaum. “Foi com alguns amigos que já trabalhavam com a gente”, conta. A coisa foi tomando corpo, atraindo público e mais expositores. Trata-se de um trabalho insano de curadoria e organização que se acelera dois meses antes de cada evento. E nem sempre é bem remunerado. Cris conta que muitas feiras pagam as despesas e não vão muito além disso, mas ela acredita que esse é um investimento necessário. “Meu propósito era mostrar o que está sendo feito por essa gente super criativa e que ninguém tinha acesso”.

As primeiras edições foram no galpão que servia de escritório do arquiteto, até que o espaço ficou apertado e Cris foi buscar lugares mais amplos para comportar os cerca de 40 designers que participam de cada edição. E não só em São Paulo, onde nasceu. A feira acaba de rolar no Rio de Janeiro, no Jockey, nessa semana acontece no museu A Casa, em São Paulo, mas já viajou para Belo Horizonte, Curitiba e Goiânia. E, além de ser uma vitrine de design, agora tem um espaço para comida artesanal, de gin a bolo caseiro.

 

Nomes como a designer de objetos Nicole Toldi e a ceramista Heloisa Galvão passaram pelos primeiros eventos e usaram esse canal para tornar seu trabalho mais conhecido. Na verdade, a Feira Na Rosenbaum ficou tão conhecida que dezenas de designers procuram Cris todos os meses em sua casa (que, aliás, se transformou em um acervo de tudo o que já foi exposto) para mostrar criações. E a própria empresária viaja Brasil afora para conhecer coisas novas. A última parada foi no sertão nordestino, onde conferiu os artesãos locais que esculpem em madeira, bordam e fazem trabalho em couro.

Seu movimento mais recente é se unir aos designers para desenvolver peças em conjunto, que tenham a identidade própria, mas tragam algo novo para a feira – e, claro, incentivar os participantes a desenvolverem peças exclusivas para seu evento. “A Feira Na Rosenbaum acaba servindo como uma grande troca. Muitos se encontram e acabam criando juntos, o caso da Paola Müller, que tece, e o Vicente Schiavo, do Ateliê Crudo, que faz móveis e produziram peças juntos”, conta. “Eles saem da feira com outra postura no mercado, com outro propósito. Mesmo que eu não ganhe nada com isso, sinto que fiz o meu papel.”

Beijos

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