Israel Salmen, do Méliuz: confie em sua equipe e você cresce junto

Israel Salmen não é empreendedor de primeira viagem. Parece que ele nasceu sabendo o que queria da vida e, aos 13 anos, quando ganhou o primeiro computador, aprendeu a criar sites e fez disso uma fonte de renda. Aos 15, fundou o primeiro negócio, em que fotografava eventos evangélicos que frequentava com sua família e disponibilizava fotos online para que as pessoas baixassem, o Galeria Gospel. Aos 19, uniu-se ao seu sócio atual, Ofli Guimarães, e juntos criaram uma gestora de investimentos. Mas, depois de algum tempo, ele não estava muito feliz com o resultado. “No mercado financeiro, não tinha esse sentimento de ganha-ganha e é difícil satisfazer o cliente. Quando ele não ganhava ou ficava empatado, ficava infeliz. E, quando ganhava, também ficava infeliz porque queria ter ganhado mais.”

Assim, com essa ideia de ganha-ganha e sem mesmo ter terminado a faculdade, os dois resolveram vender a gestora e, depois de alguns meses estudando o mercado, pensaram em um problema que vivenciavam. Apesar de usar alguns programas de fidelidade, eles não tinham grandes ganhos ou prêmios como retorno. “Dessa vez, queríamos algo em que todo mundo ganhasse”, diz Israel. E assim nasceu o Méliuz, em 2011. Funciona dessa maneira: quem compra em uma das 1600 empresas parcerias por meio do seu site, ganha uma parte do dinheiro de volta. A vantagem, para as empresas que anunciam ali, é expor seu produto em mais um ponto e ganhar na quantidade de vendas. Uma espécie de investimento em marketing. Por sua vez, o Méliuz ganha uma comissão. E o consumidor acaba saindo com algum dinheiro extra na conta. Até hoje, o Méliuz já devolveu 65 milhões de reais aos consumidores. Só nesse ano serão mais 30 milhões de reais. Aqui, Israel explica um pouco mais sobre seu negócio.

Fotos: Thays Bittar / Reserva

Mude sempre

“Hoje, no Méliuz, temos uma regra que de três em três meses as coisas têm que mudar. Ou o negócio morre. A gente tenta criar o produto que vai matar o nosso produto, entendeu? E a primeira coisa que muda são os objetivos individuais, cada funcionário tem que que estar alinhado com os objetivos da empresa. Por exemplo, no trimestre passado eu tinha oito pessoas ligadas a mim diretamente. Hoje, tenho quatro. A gente vai reorganizando tudo o tempo todo. Nossa tática do trimestre mudou e isso deu bastante agilidade, tomamos decisão de forma muito ágil.”

Vá de grão em grão

“Estamos expandindo nossa atuação para o mundo físico agora. Mas percebemos que isso seria uma boa em 2011. Só que era caro e não tínhamos reputação para bater na porta de uma mega rede de lojas ou supermercados, então fomos via internet, onde seria mais fácil crescer. O lema é priorizar e simplificar sempre. Há dois anos, começamos bem devagar, do jeito que fazemos tudo, a migrar para lojas físicas. As pessoas podem fazer suas compras no mercado e ter o dinheiro de volta ali. Começamos com uma rede no sul de minas que tem 11 lojas e hoje estamos em oito redes de supermercados e farmácias. Sempre começamos aos poucos porque, nesses primeiros passos, não sabemos o que esperar. Nem do produto, nem do parceiro.”

THAYS BITTAR/RESERVA

Dê autonomia à equipe

“Hoje, temos 150 pessoas em 3 escritórios pelo Brasil. Procuramos dar a elas autonomia para correrem riscos e poder acertar para fazer coisas grandes. E a forma de deixar as pessoas mais engajadas com a nossa causa é promover quem se destaca a sócio. Anualmente, temos uma cerimônia em que anunciamos os novos sócios da empresa. A partir desse dia, eles passam a se dedicar muito mais. Tem impacto enorme no trabalho. Já promovemos 18 pessoas nessas condições.”

Divida o que ganha

“Sabe como escolhemos os novos sócios? A gente não escolhe, cada um se candidata ao posto a cada ano. Se um funcionário acha que está pronto, ele escreve uma carta em que nos conta sua trajetória de vida e sua carreira dentro do Méliuz. Se ele nos convencer, ganha uma parte das ações. Você tem que ver as cartas, chegam a ter 20 páginas! São emocionantes. E posso dizer que foram pouquíssimas as pessoas que se candidataram e não foram promovidas.”

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