Lucas, Franz, Gutherry e Laís, do Navegando nas Artes: esporte, arte e preservação ambiental

Durante sua infância, Franz Thomas (de camiseta escura, na foto) fez parte do projeto Vento em Popa, tocado por uma OnG que atuava na região em que mora, o Grajaú, bairro no extremo sul de São Paulo, em torno da represa Billings, que abastece de água boa parte do estado. “Aprender a velejar com eles foi maravilhoso. Não teria como entrar nesse esporte de outro jeito”, diz, relembrando o que aprendeu. Além de caçar (puxar a corda), orçar e dar um jibe (mudar a vela em favor do vento), foi durante as aulas de vela que ele teve as primeiras noções de preservação ambiental, respeito à natureza, da importância dos recursos hídricos e de construir uma nova relação com a represa que é tão presente na vida das pessoas dali.

Fotos: Thays Bittar / Reserva

Mas a OnG, criada pelo ex-atleta Frederico Rizzo, acabou em 2012 e, quando Franz ficou adulto, quis que as crianças que vivem em seu entorno tivessem a mesma experiência. E assim, em 2016, retomou o trabalho junto com outros ex-alunos de vela, com o coletivo Imargem, que atua na periferia da zona sul paulistana, e fundou o projeto Navegando nas Artes. A ideia foi possível com o reaproveitamento dos barcos Saracura, que foram criados pela antiga OnG, e construídos pelos então alunos, justamente por serem uma alternativa barata ao equipamento náutico tradicional. Depois da reforma, chamou artistas locais para grafitar as velas, que hoje são telas ambulantes e ajudam a dar a cara artística da iniciativa. “Essa seria uma maneira de atrair gente, de diferenciar nossos barcos na represa e chamar atenção ao projeto”, diz Franz. Além disso, os próprios participantes desenvolvem atividades ligadas às artes durante a atividade, como pintura – além da biblioteca disponível no ponto de encontro, à beira da represa.

Franz se uniu a outros jovens que participaram do projeto pioneiro, Laís Guimarães e Gutherry Silva (e Fabiano Souza, que não está na foto), além de Lucas Xavier, que se uniu depois à equipe, para buscar recursos e colocar o Navegando nas Artes de pé. O primeiro incentivo veio de um edital da Secretaria Municipal de Cultura, que ajudou a levantar grana para reformar barcos e ter uma estrutura mínima para começar a funcionar. O restante vem de doações esporádicas, apoio da comunidade e até mesmo do próprio bolso dos organizadores. “Pra gente é uma conquista poder retomar esse projeto, foi muito importante na nossa formação e queremos dar o mesmo para outras crianças”, diz Laís.

Como todos os organizadores do Navegando têm seus empregos em tempo integral, o projeto funciona aos finais de semana apenas. Cerca de três sábados (ou domingos) por mês, eles reúnem a garotada – ou gente mais velha, pois não há limite de idade – para velejar de saracura. Durante as aulas de vela, falam também de meio ambiente, da preservação do entorno da represa, da importância dos mananciais e dos pequenos passos que cada um pode dar para manter tudo isso por muito tempo e à disposição de todos. “A gente fala de um jeito bem lúdico. Quando as pessoas se relacionam com a represa de um outro jeito, quando percebem sua importância, elas passam a dar mais valor, a não jogar lixo, a preservar”, diz Franz.

Beijos

– INSPIRE-SE NO ESTILO DA LAIS, DO LUCAS, DO FRANZ E DO GUTHERRY

Franz

Camiseta PF Plata | Calça Contínua Casual Iron

Lucas
Camiseta Básica | Calça Skinny Color

Laís Guimarães

Camiseta No Filter Amy | Calça Rio Preto

Gutherry

Pólo Mescla | Calça Estique-se

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