Rodrigo Dib, do Proa: formar jovens é investir no futuro do país

Rodrigo Dib tem uma meta ambiciosa. O CEO do Instituto Proa, uma Oscip que atua na formação e preparação de jovens para o mercado de trabalho, quer sair dos 4500 estudantes atendidos nos últimos 10 anos e chegar aos 400 mil em 2028. “A ideia é crescer em escala para fazer a diferença no Brasil todo, não só em uma cidade ou outra”, diz. Fundada há 11 anos por um grupo de empresários, a instituição oferece formação extra para estudantes do ensino médio de baixa renda. “Nossos recursos vêm de bater de porta em porta. Não é doação, é investimento no futuro do país – 80% dos formados está no mercado de trabalho e 65% entra na faculdade”, diz Rodrigo. Em boa parte dos casos, esses jovens são os primeiros da família a cursar o ensino superior e a ter um emprego formal.

Fotos: JP Faria / Reserva

A contratação de Rodrigo, no final de 2016, faz parte do projeto de crescimento exponencial da instituição. O executivo atuou por anos no Instituto Ayrton Senna, onde adquiriu experiência no terceiro setor. “A gente faz uma gestão profissional, com indicadores de desenvolvimento, com metas, prazos. Vejo o Proa se transformando em referência e isso demanda gestão muito focada”, diz. Em dois anos, o Proa trocou marca, mudou de escritório, criou novos projetos. A equipe saiu de 4 para 16 pessoas e o número de jovens atendidos foi de 240 por ano para 760 no período.

Depois de passarem por uma seleção, durante seis meses os participantes do programa, que têm entre 16 e 19 anos, frequentam aulas e atividades diárias voltadas para o desenvolvimento comportamental, técnico e cultural. Na área de comportamento, trabalham autoestima, aprendem a trabalhar em grupo, criam um projeto de vida. Na área técnica, têm aulas de matemática financeira, aprendem a montar um currículo e se prepararam para o mercado de trabalho. E na área cultural são levados e enriquecer suas referências com visitas a museus, bibliotecas, teatro, cinema. “O objetivo é formar pessoas mais críticas, não apenas competentes tecnicamente. Quanto melhor seu repertório, melhores serão suas escolhas”, diz Rodrigo.

O contato com o mercado de trabalho é constante durante o semestre. Os proanos, como se chamam,  recebem mentoria de ex-alunos do Proa e de profissionais que já estão estabelecidos, um acompanhamento que se estende por três anos após o fim do programa. “Essa galera precisa de inspiração porque enfrenta uma realidade difícil. Os ex-alunos mostram que é possível mudar e criar um futuro”, diz. A ideia é ter uma base de apoio para que esses jovens se firmem no mercado e na carreira que estão escolhendo.

Hoje, as aulas do Proa acontecem em uma unidade do Senac e na BandTec Digital School, em São Paulo. Mas, nesse ano, uma das iniciativas de Rodrigo foi levar a formação até a escola pública. Buscou apoio na Secretaria Estadual de Educação e colocou o programa para rodar em duas escolas na zona sul de São Paulo. “Levamos toda a estrutura: projetor, internet, pintamos sala de aula etc. Queremos multiplicar exponencialmente as vagas por esse caminho”, diz Rodrigo. Só nessas duas novas unidades, o Proa atende 120 pessoas, além dos 640 no programa regular. “Em 2020 serão 10 escolas e expectativa de crescimento com gestão profissional.”

 

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