Lara Tironi, do LOC: depois de compartilhar carros e casas, é hora do closet

A baiana Lara Tironi não era exatamente uma entusiasta da moda. Mas queria se vestir bem e, de vez em quando, experimentar peças que fugissem um pouco do seu estilo cotidiano. “Eu queria usar roupas que não estavam no meu armário, queria que existisse uma maneira de ter acesso a coisas novas”, diz. Na época, Lara trabalhava na área de marketing de uma indústria de alimentos. Buscou investimento entre conhecidos, convidou sua prima, que já atuava na área de moda, e o irmão, que começava a estudar programação. Juntos, criaram o LOC, um aplicativo de compartilhamento de roupas que começou em janeiro e já tem 11 mil usurários. “Como não existia nada parecido com o que eu buscava, resolvi criar.”

Fotos: JP Faria / Reserva

Funciona assim: os usuários fotografam suas peças de roupa e colocam para alugar no app. Quem estiver interessado combina por chat como a roupa vai ser entregue – em São Paulo e Salvador, o LOC oferece um serviço de frete. Do valor do aluguel, 30% fica para o LOC. “É uma maneira de ter uma renda extra para muitas pessoas”, diz Lara. Aqui, ela conta um pouco sobre seu modelo de negócios.

O mínimo para crescer

“A ideia surgiu em 2017 e não tínhamos um valor alto para investir. Começamos com R$ 100 mil para rodar o básico em maio daquele ano. O valor foi dividido entre tecnologia e comunicação. Fizemos o app com o mínimo possível para que funcionasse. A equipe era bem enxuta: meu irmão aprendeu a programar ao mesmo tempo em que construía o aplicativo. Eu chamei minha prima, Cecilia, que era trainee em uma rede de lojas de roupas, para me ajudar com o negócio. Começamos com pouco e depois buscamos mais investimento e mais apoio para crescer.”

Carros, casas, roupas

“A primeira disrupção da economia compartilhada veio com os apps de caronas, de compartilhamento de carro. Depois, as pessoas passaram a compartilhar suas casas, com o AirBnb. O guarda-roupa seria o próximo. Acho que já havia uma demanda para isso – as pessoas querem ter acesso, mas não necessariamente precisam comprar roupas novas toda vez que querem mudar um pouco o estilo, então o crescimento foi rápido. São 8000 usuários em Salvador e 3000 em São Paulo em menos de um ano.”

Hora de experimentar

“A gente não sabe tudo. E nem precisa saber para colocar uma empresa de pé. Existem muitas dúvidas e isso é totalmente normal. Pra sanar essas dúvidas, a gente tem que experimentar e ter coragem de colocar nossas ideias em prática. Se não der certo, volta atrás, faz de outro jeito. Por isso o começo é a hora de experimentar. Enquanto ainda se é pequeno as coisas são mais fáceis e você pode ajustar rapidamente.”

Sem parar

“A maior dificuldade do LOC foi – e sempre será – a necessidade de investimento constante. Para conseguir esses investimentos é necessário que outras pessoas comprem a ideia, acreditem no potencial do negócio, mesmo que a gente não tenha ainda números muito expressivos. Quando conseguimos novos investimentos, já temos que pensar nos próximos. Um bom caminho é buscar gente dentro do seu círculo, que já confia no seu trabalho e conhece você.”

Em boa companhia

“Encontrar sócios que se complementem é importante. A Cecília tinha um conhecimento de empresa de moda que eu não tinha, pois minha experiência era na área de alimentos. E o Igor foi nosso programador. Ele aprendeu enquanto fazia, colocava nossas ideias em prática.”

 

 

– INSPIRE-SE NO ESTILO DA LARA

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