Andreas Ufer e Yurik Ostroski, do Sense-Lab: problemas sociais não se resolvem no escritório

Como juntar negócios e interesses econômicos ao bem comum no mesmo projeto? A resposta nem sempre é simples e por isso está aí um dos principais trabalhos do pessoal do Sense-Lab, uma consultoria que, basicamente, atua na defesa de causas sociais e ambientais e no apoio a negócios de impacto. Em cinco anos de atuação, eles já prestaram serviço para nomes como O Boticário, Carrefour e a Ong internacional de defesa do meio-ambiente WWF. Mas Ongs e empresas famosas são apenas uma das áreas de atuação. O Sense-Lab dá consultoria de gestão a negócios de impacto, ajuda organizações a encontrarem um propósito e reúne diversos públicos, sejam institutos, Ongs ou grandes corporações, em torno da solução de problemas sociais e ambientais. “O que fazemos é sensibilizar as pessoas em torno de uma causa, interagir com elas e partir para a ação”, diz Andreas Ufer, sócio-fundador do Sense-Lab.

Fotos: JP Faria / Reserva

Parece fácil. Mas acontece que, entre sensibilizar pessoas e partir para a ação propriamente dita, há um longo caminho, com muita conversa e muita gente envolvida. Um dos trabalhos mais recentes da empresa foi encontrar maneiras de que agricultores e fazendeiros da região de Bonito, no Mato Grosso do Sul, abraçassem a ideia de manter áreas de matar nativa em suas propriedades em vez de desmatar para o plantio de soja ou criação de gado. O trabalho foi contratado pelo Boticário em conjunto com a Fundação Neotrópica. A atuação do Sense-Lab, nesse caso, é encontrar maneiras de manter essas áreas intactas e sugerir meios para que donos de terra e comunidade possam se manter, seja com o fluxo de turistas ou com o uso de verbas públicas destinadas à preservação. “Temos que envolver todas as partes, entender os interesses de cada uma delas, encontrar maneiras de chegar em todos os públicos para criar o futuro que a gente acredita”, diz Yurik.

Andreas fundou o Sense-Lab há cinco anos, mas levou quase um ano até conseguir o primeiro cliente que pagasse pelo serviço que oferece. Não tinha como ser de outro jeito, já que esse engenheiro já havia passado pela carreira corporativa e já tinha experimentado um negócio seu, mas ainda sentia falta de algo. “Acho que é muito a crise da nossa geração, perguntar-se a serviço do que está a empresa em que trabalho ou por que estou me dedicando, a qual causa?”, explica, sobre o que o fez criar o Sense-Lab. Foi o mesmo motivo que levou Yurik a se juntar a esse sonho e deixar uma carreira na área de vendas em uma gigante da indústria de higiene pessoal. “Estava fazendo um voluntariado com empreendedorismo dentro de escolas e aí conheci o Andreas”, conta Yurik. “O primeiro contato veio com projetos independentes enquanto eu mantinha minha carreira tradicional, até que veio o convite para que me tornasse sócio, há três anos.”

A experiência dos dois hoje é passada em consultorias a outras startups que tenham como razão de ser causas sociais, seja educação, cidadania, saúde pública. E essa é outra das frentes de trabalho de empresa: aceleração e apoio a gestores da área social e ambiental. “Muitos fundadores desse tipo de negócio nos procuram em busca de  incentivo para crescer”, diz Andreas. Nessa jornada, se uniram a gente que está empreendendo em situações precárias, como educação na favela ou empreendedorismo na periferia – e com isso aprenderam um tanto. “A gente costuma pensar, fazer plano de negócios, estudar. Mas o que importa mesmo é ir a campo”, diz Andreas, falando da própria experiência, já que o Sense-Lab só ficou de pé quando ele começou a se envolver com as causas que queria resolver. “Se você tem um negócio social, vá para perto do problema que você quer resolver, conviva com quem tem essa questão. Não é passando o dia dentro do escritório que você colocar a empresa de pé”.

– INSPIRE-SE NO ESTILO DO ANDREAS E DO YURIK

Andreas Ufer
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Yurik Ostroski

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