Gustavo Rahal, da Urbano Car Sharing: compartilhar é o novo ter

Dirigir um carro compartilhado em uma grande cidade pode significar tirar 10 a 15 outros carros da rua. Reduzir a poluição, aliviar o trânsito, dar acesso a quem quer dirigir pela cidade, mas sem ter que comprar um carro para isso. “Compartilhar é o novo ter, a gente compartilha tudo, até nossa casa. Por que não usar um carro compartilhado?”, diz Gustavo Helou Rahal, sócio da Urbano Car Sharing, uma plataforma que oferece Smart e BMWs elétricas para quem se cadastra no app e hoje faz cerca de 100 “corridas” por dia, por enquanto apenas em São Paulo. “Queremos consolidar por aqui, mas já há planos para outras cidades”, diz Gustavo. Em Campinas, por exemplo, a ideia é ter uma área da cidade só para carros elétricos. E por isso deve ser um dos próximos destinos da Urbano, que teve um investimento inicial de R$ 4 milhões com o desenvolvimento da plataforma e a frota inicial de 60 carros.

Fotos: JP Faria / Reserva

A Urbano funciona no sistema chamado free floating, do mesmo jeito que as bicicletas, quem baixar o app pode pegar e deixar o carro nas áreas da cidade onde a plataforma atua – zona sul e zona oeste de São Paulo nesse primeiro ano de funcionamento. “Estamos colocando carros aos poucos e estamos com 50 no momento”, diz Gustavo. Já são oito mil usuários cadastrados no momento, que pagam R$ 1,20 por minuto de uso. Por meio do app, cada um tem acesso a um cartão para abastecer, se quiser e pode parar em qualquer posto da cidade. Mas não é necessário se preocupar com essa tarefa pois, quando o tanque vai abaixo de 1/4 de combustível, o carro não aparece mais no app. Os veículos elétricos são recarregados pela equipe da Urbano ou mesmo pelos clientes que quiserem fazer a recarga e, com isso, ganhar bônus para alugar um carro novamente. “Há um mapa que indica onde há carregadores espalhados pela cidade, mas dá até pra recarregar em casa.”

A ideia dos carros elétricos segue uma tendência mundial: até 2025, a Noruega deve proibir a venda de carros movidos a diesel ou gasolina. E a França de Inglaterra já anunciaram medidas semelhantes, até 2030 e 2040, respectivamente. “A gente estudou as smart cities pelo mundo e viu que há muito espaço para esse compartilhamento, que tem grande impacto na mobilidade. Um carro compartilhado inibe a compra de até 27 outros carros”, diz Gustavo. Para esses estudos, Gustavo e os sócios, Leonardo Domingos e Paulo Moura, buscaram uma parceria com a francesa Vulog, um dos principais nomes na Europa em compartilhamento de veículos, sejam carros ou scooters – e com isso ganharam know how no assunto.

Apesar do preparo, a empresa vem enfrentando problemas bem brasileiros. “Até agora, não conseguimos a liberação na Zona Azul [cobrança da prefeitura por tempo de estacionamento na rua] para os carros compartilhados em São Paulo, algo que acontece em quase todas as cidades”, diz Gustavo. Curitiba, cuja prefeitura já sinalizou essa possibilidade, pode ser um dos próximos investimentos da Urbano. “Adotar esse sistema prevê uma mudança de mentalidade que já está acontecendo. Os governos precisam ir junto.””

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