Marcus Moraes, da MUDE: conhecer seu mercado é fundamental

O engenheiro de produção Marcos Moraes saiu da faculdade direto para o negócio que mudou a sua vida. Em 1998, seu trabalho de conclusão de curso foi fabricar equipamentos de exercícios ao ar livre gratuitos, para levar as pessoas a ocupar espaços urbanos, a MUDE, Mobiliário Urbano Desportivo. Em 2005, a empresa entrou um segunda fase e passou a montar eventos e alugar equipamentos e, em 2009, o foco mudou novamente, com a criação de estações de ginástica com painéis para propaganda. “O que pode matar um negócio não é o concorrente, é não perceber que era o momento de mudar”, afirma Marcus.

Com mais de 550 pontos espalhados pelas 7 maiores capitais do Brasil, entre academias ao ar livre e estações, a empresa criou um ecossistema de saúde e bem-estar e, agora, prepara-se para mais uma mudança. Seu aplicativo, que oferece o agendamento de aulas gratuitas nessas estações, será reformulado para melhorar a experiência dos usuário. E, no futuro, com a instalação de câmeras nas estações, internet das coisas e learning machine, Marcus prevê que será possível enviar, pelo fone de ouvido do seu celular, orientações sobre os exercícios feitos em suas estações.

Fotos: JP Faria/ Reserva

Conheça seu mercado

“Minha família sempre teve uma cultura esportiva. Faço exercícios desde os quatro anos de idade. Com 22, fui para o panamericano de jiu-jitsu. Treinava com um personal trainer que tinha fabricado todos os seus equipamentos e resolvi desenvolver o primeiro projeto da academia ao ar livre. Empreender não é fácil, mas empreender em um setor desconhecido deve ser mais complicado ainda. Acho que as pessoas têm que trabalhar com o que conhecem e amam, com aquilo que desperta interesse de verdade.”

Estabilidade X empreendedorismo

“No final da faculdade, estava estagiando em uma grande empresa e, quando falei para a família que ia sair para investir em academias ao ar livre, muitas pessoas falaram que eu estava louco de deixar a estabilidade para começar um negócio do zero. Mas eu tinha uma visão e segui com ela. E nada é mais recompensador do que ver o impacto na mudança da vida das pessoas.”

Modelo de negócios não é para sempre

“Mudamos algumas vezes nossos modelos de negócios. Vendíamos equipamentos, depois passamos a alugar, agora oferecemos serviços de parceiros e recebemos patrocínio de marcas interessadas em se associar à qualidade de vida e bem-estar. Temos 2.500 vagas em aulas coletivas gratuitas ofertadas por semana no nosso aplicativo, 18 academias, 100.000 inscritos no aplicativo e atuamos em 7 das 10 maiores capitais do Brasil, de Rio de Janeiro a Recife, Brasília, São Paulo, Fortaleza.”

Adote uma visão de futuro

“Uma cidade precisa valorizar suas praças e suas praias. As pessoas usem os espaços coletivos para a prática de exercícios e a gente consegue adicionar uma camada que ainda não é bem trabalhada, de infraestrutura para essa prática. A minha visão pro nosso serviço é atingir milhões de usuários, usando a tecnologia a nosso favor. Temos um app com 40 mil downloads para que as pessoas agendem aulas. Além disso, estamos desenvolvendo junto com a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), um aplicativo para pessoas que querem treinar sozinhas, com um algoritmo que entende onde você está e prescreve uma série personalizada para as suas necessidades, usando inteligência artificial. No futuro, as estações terão câmeras para orientar, em tempo real, sobre a correção de movimentos. Um professor de educação física que dá uma aula para 15 pessoas ao mesmo tempo, não consegue corrigir todo mundo da mesma forma. Vamos usar processamento de imagem e análise de dados para tornar esse serviço muito mais barato e acessível.”

Drible a falta de recursos

“Quando éramos pequenos, não havia recursos para fazer tudo que gostaríamos. O empreendedor precisa sempre fazer uma escolha difícil sobre onde colocar o dinheiro. Marketing, por exemplo, ficava para trás, porque nosso investimento era no equipamento. Outra dificuldade era com a autorização para uso do espaço público, um processo burocrático. Nossa estratégia foi mostrar e convencer a administração pública dos benefícios do projeto. As prefeituras não têm dinheiro para investir em esporte e bem-estar. Então, apresentamos a nossa solução que não implicaria em gastos. Tudo que eles precisavam fazer era autorizar. Agora, com o modelo patrocinado, a prefeitura ainda recebe dinheiro com isso”.

Use a tecnologia para crescer

“Entregamos benefícios hoje para a população ocupar e ter uma vida mais plenas nas suas cidades. A grande aposta na área de atuação das grandes empresas de tecnologias é com monitoramento de saúde. Os dispositivos vestíveis, como smartwatches, fazem exatamente isso. Tentamos ir para um caminho um pouco diferente: queremos deixar as estações mais inteligentes, para ser usadas coletivamente e transformar as cidades em pontos de encontro. Usamos a tecnologia para que as pessoas consigam se desconectar do celular, e se conectar entre elas.”

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